Domingo, 19 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Nossas cidades cresceram muito nos últimos anos, temos um aumento populacional significativo, com isto foram construídos novos prédios, enquanto muitos outros foram reformados ou adaptados às novas necessidades das pessoas.
Nosso sistema elétrico também vem sofrendo aumento de demanda. Temos atualmente um número imenso de aparelhos eletroeletrônicos, os quais não existiam ou não eram de fácil aquisição para toda a população, no entanto, agora com toda a facilidade de crédito e aumento da oferta de novos produtos, fez crescer a utilização da energia elétrica.
Nossos prédios, na sua maioria, não foram projetados para receberem um número tão grande de aparelhos de ar-condicionado, só para citar um exemplo, de algo que se visualiza ao passar pela rua, casas e edifícios com suas caixas brancas dos Split.
Normalmente o que acontece: as pessoas compram o produto, puxam um fio do relógio ou da caixa de disjuntores e colocam fios de espessura maior e ligam seus aparelhos.
Também cabe aqui dizer que o número de computadores, notebooks e televisores teve um enorme crescimento e tudo necessita de energia para funcionar, sem falar em fornos de micro-ondas, elétricos e toda a parafernália de uma cozinha moderna, sem esquecer as máquinas de lavar e secar roupas.
E quanto tudo é ligado numa única tomada, com vários tês conectados. Precisamos urgentemente de uma reavaliação do nosso sistema elétrico residencial, verificar se nossos disjuntores são compatíveis, se nossas tomadas são em número suficiente para nossas necessidades.
Fios velhos, mal conectados, podem causar curtos-circuitos na rede, uma pequena fagulha pode destruir uma morada, um bom exemplo do que estou falando pode ser conferido no incêndio do Mercado Público de Porto Alegre, quando uma sobrecarga gerou a destruição de oito lojas.

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