Sexta-Feira, 21 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A chegada do Papa Francisco no Brasil trouxe uma nova imagem do pontífice, que dispensando uma série de mordomias, aproximou-se mais do povo. Um novo papa popular, relembrando João Paulo, que quando esteve no Brasil arrastou multidões para suas peregrinações, como aconteceu em Porto Alegre, na atual Rótula do Papa.
Um papa que, quando cardeal, andava de ônibus em Buenos Aires para chegar ao seu local de trabalho, percorria as ruas conversando com as pessoas.
Depois, já eleito, apresentou-se com roupas menos suntuosas e usando sapatos comuns, dispensando os sapatos vermelhos feitos à mão, ali mostrou sua nova maneira de relacionar-se com o povo.
Veio para o Rio de Janeiro em avião convencional, percorreu as ruas em carro normal, não blindado, desceu, conversou com as pessoas, interagiu com a população, abençoando e tocando crianças e adultos.
Uma massa de peregrinos tomou conta do aeroporto, esperando a chegada do Sumo Pontífice, queriam vê-lo de perto, tocá-lo, sentir a energia da maior autoridade da Igreja Católica.
A falta de líderes mundiais coloca o Papa Francisco numa posição de extrema importância, alguém que nos discursos fala em evitar a acomodação, revoltar-se contra as más condições de vida, não lavando as mãos como Pôncio Pilatos, mas agindo com serenidade e buscando os direitos.
O Brasil, nos últimos anos, teve um decréscimo do número de católicos, com o crescimento de outras religiões, muito devido à maneira distante que os religiosos posicionam-se em relação ao povo, numa relação fria, sem inovar, com discursos desatualizados, não tratando dos problemas diários da população.
Agora chega o Papa falando uma linguagem mais humana, fraterna, ouvindo as reclamações populares, talvez não resolva, mas o espaço de escuta alivia e conforta os brasileiros que estão no Rio de Janeiro para confraternizar com muita paz e humanidade.

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