Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


O Rio Grande do Sul traz água até no nome. Muitas de suas cidades mais antigas foram erguidas às margens dos rios, a divisa com Santa Catarina e as fronteiras com Argentina e Uruguai tem nas águas de rios a separação de suas terras.
Agora neste agosto as chuvas vieram com força e encheram os rios gaúchos, fazendo com que em poucos dias houvesse a elevação do nível, avançando sobre as cidades ribeirinhas e desabrigando famílias, deixando muitas pessoas sem seus bens materiais.
Todos os anos têm enchentes no Rio Grande do Sul, as imagens de famílias nos ginásios e escolas repetem-se, bem como as orientações para que as pessoas não ocupem as áreas que serão alagadas em caso de grandes volumes de chuvas. Mas não adianta as populações flageladas num ano, no ano seguinte não estão lá, mas são substituídas por outras, que não têm para onde ir e que acabam morando nestes locais.
Porém este ano estamos com muitas cidades com enchentes ao mesmo tempo, toda a região metropolitana está com pontos alagados, rios acima do nível, milhares de pessoas perderam pertences e moradias, deixando todo o sistema de defesa civil, tanto estadual, como dos municípios com muita atividade para acomodar todos.
Porto Alegre tem um muro com três metros de altura e quase sete quilômetros de extensão para proteger a zona central da cidade, no entanto, as demais regiões da cidade, todas as ilhas e demais cidades metropolitanas não contam com isto, assim caso o Guaíba venha a atingir um nível muito alto não sabemos o que poderá acontecer com a capital.
As cenas de ruas parecendo rios das cidades do interior podem tornar-se realidade em Porto Alegre, ainda mais com a previsão de mais chuva para setembro, só resta às populações prevenirem-se, deixando suas residências antes de terem estas tomadas pelas águas.
Cada município preparar com seu sistema de defesa civil atender da melhor forma toda esta demanda de necessidades. Juntar roupas, agasalhos, móveis, material de construção para recuperar aquilo que for estragado na parte material. Na parte do sentimento de quem perde sua história de vida não há muito a fazer, apenas esperar que as águas de agosto vão embora e que a primavera de setembro seja mais amena com a população gaúcha.

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