Terça-Feira, 30 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


DIQUES E COMPORTAS

O sistema de proteção das enchentes na Região Metropolitana passa por um sistema de diques e comportas, bombas de sucção e riachos para escoamento da água. Tudo muito antigo, muitos diques tem mais de 40 anos, cercando as cidades para evitar as enchentes que todos os anos prejudicam milhares de pessoas.
Alvorada é anualmente tomada pelas águas do Rio Gravataí, que passando pelo Arroio Feijó, transborda e invadem alguns bairros da cidade, sem nenhum tipo de proteção com o sistema de diques. Mas agora, com o problema do dique em Porto Alegre, tornou-se prioritário, com a informação de uma despes, com recursos estaduais, no valor de mais de 200 milhões de reais para proteger Alvorada.
O sistema de Porto Alegre cerca uma grande parte da cidade, represando a água que vem do Rio Gravataí e de outros rios, mas não tendo para onde escoar, acumula e Alvorada sofre com esta situação. Os espaços onde antes eram tomados por estas águas, ao longo da Freeway, foram tomados por indústrias, não havendo para onde escoar a água, um novo problema que se arrasta por anos.
Toda esta situação precisa de uma solução urgente, não pode ficar esperando uma nova onda de chuvas, elevação do nível do Rio Gravataí, nova invasão dos bairros de Alvorada e mais pessoas prejudicadas.
Somente com apoio de todos os entes públicos é que será possível conseguir a liberação de recursos, a licitação para construção dos diques e sistema de escoamento das águas, construção de toda a estrutura e, finalmente a colocação em prática para verificar se tudo vai dar certo.
Porto Alegre teve inúmeras enchentes ao longo de sua história, somente um investimento na prevenção tem evitado maiores tragédias, porém as cidades do entorno, como Alvorada, não tiveram este planejamento. Outro aspecto a considerar é a construção de moradias irregulares nas margens do Arroio Feijó, que terão que ser retiradas para a colocação dos diques, com rochas e terra para evitar a invasão da cidade pelas águas.
Um trabalho de médio prazo, com muita negociação e paciência para solucionar um problema que aflige Alvorada a muitos anos, estas pessoas terão que ser reinstaladas em outros locais, mas também evitar que outras invadam a área antes da elevação dos diques, que numa visão otimista, deverão levar uns dois anos para estarem plenamente funcionando.
Mas se não fizermos alguma coisa logo, Alvorada continuará sendo uma cidade eternamente em situação de emergência, com pessoas desabrigadas e casas destruídas. Chegou a hora de mudar esta realidade.

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