Sexta-Feira, 28 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Cuidando das Sementes
Nos últimos dias a comunidade gaúcha foi impactada por duas mortes de adolescentes de forma trágica. Uma vítima de um acidente de trânsito num cruzamento, em Porto Alegre, ao voltar de uma festa com outras amigas. A outra, em Veranópolis, assustada com a exposição de uma foto nas redes sociais, cometeu suicídio.
Duas vidas encerradas abruptamente. A morte no trânsito causada por um motorista com sinais de embriaguez e que fugiu do local, deixando uma morte e outras pessoas feridas no carro capotado. O suicídio decorrente de uma troca de imagens, que vazou para a rede, chegando ao conhecimento da população da cidade serrana, abalando a jovem que chegou ao ato extremo de tirar a vida.
Pais preocupados com suas filhas, uns revezando-se com os outros pais, buscando as filhas no final das festas. Os outros vendo a felicidade da filha no acesso à internet, mas pensando ser algo normal da idade. Ambos agora choram sem entenderem os motivos de suas perdas.
Agora resta refletir sobre os fatos, o que os pais devem fazer para salvar a vida de seus filhos e filhas, evitando tragédias como estas?
Primeiro entender que pais não são onipresentes, não conseguem evitar que os filhos sofram as agruras da vida, eles crescem e ficam independentes, seguem seu próprio caminho. Aos pais resta vigiar e observar, desde a tenra idade, desde o colo, na primeira infância, mostrando a preocupação, não através de brigas e xingamentos, mas pelo conselho e exemplo.
Adultos que ficam na frente do computador e não se envolvem com as tarefas escolares das crianças, não percebem os pedidos de carinho e atenção. Outros ficam envolvidos com seus empregos, suas tarefas, deixando a família em segundo plano, só conseguindo perceber seus erros quando algo de errado acontece.
Participem da vida dos seus filhos enquanto eles estão querendo este envolvimento, quando aceitam seus conselhos e ouvem o que é dito, depois a fase de adolescência gera um confronto, onde os mais experientes devem ter a consciência de que a fase é difícil e passa. Depois de adultos e com suas características psicológicas definidas, nada mais poderemos fazer, pois a árvore só será boa se cuidarmos da semente que geramos.

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