Domingo, 23 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


2013 foi um ano pesado, tivemos a tragédia da Boate Kiss em janeiro, com 242 mortes. O noticiário mostrando acidentes de trânsito, assassinatos brutais, muitas vidas ceifadas repentinamente.
Muitos desastres naturais, alagamentos em muitas cidades. Chuvas absurdas inundando casas e destruindo vidas. Deslizamentos de terra em morros, onde não deveriam existir moradias, mas por necessidade alguns ficam ali, sabendo que a qualquer momento tudo pode ruir.
Anderson Silva perdeu, o Brasil ganhou a Copa das Confederações, Grêmio e Inter tiveram um ano ruim. Um só no quase e outro com um campeonato gaúcho, muito pouco para tanto investimento. Arena e Beira-Rio em disputa pelas obras do entorno, que não saíram no prazo.
Porto Alegre em obras, atrasadas, tudo seria para 2014, mas ficou para depois. Corredores desativados, viadutos e túneis em processo de espera. O Salgado Filho não será ampliado, o Metrô ficou para mais tarde.
Uma boa notícia, a BR 448 para desafogar um pouco a BR 116, um presente de natal para os gaúchos, agora falta a segunda ponte do Guaíba e os acessos à Free Way para Gravataí, Alvorada, Viamão e Cachoeirinha.
Não podemos esquecer a duplicação de RS 118. Suas obras causaram a inundação de Esteio e da BR 116, entulharam os esgotos e a chuva encarregou-se do resto. Detalhe: ninguém foi responsabilizado.
O conduto forçado não aguentou a enorme quantidade de chuvas. Mas ele não foi projetado para suportar grandes chuvas? Agora que o prazo de garantia de cinco anos acabou, o conduto estoura e abre crateras no seu percurso.
Não podemos esquecer os protestos de junho, quando multidões pediram redução das tarifas dos ônibus e depois passaram a pedir tudo que as descontentasse, com muito vandalismo, depredações, enfrentamentos contra as polícias, invasões e destruições de prédios públicos. Não era apenas pelos 20 centavos.
Chegamos ao fim desta jornada chamada 2013, esperando que 2014 seja diferente, como sempre fazemos a cada final de ano, numa mágica chamada Ano Novo, quando tudo fica zerado e reiniciamos nossas vidas.
Muitos morreram, outros tantos nasceram. Guerras continuam, usinas nucleares vazam. Terremotos, maremotos. Secas, enchentes. Fome, desperdício de comida. Tudo ocorreu em 2013 e não deve se repetir no ano que vem, afinal as pessoas e o mundo mudam a cada 365 dias.

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