Quinta-Feira, 30 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


O noticiário esportivo dos últimos dias tem sido dominado pelo jogo entre Inter e Palmeiras, não pelo desempenho extraordinário dos atletas ou por algum lance espetacular de algum craque, mas pelo gol anulado pelo juiz da partida no segundo tempo quando o Palmeiras empatou com um gol de mão do atacante Barcos.
Discussões quanto à legislação do futebol, utilização de apoio de outros juízes, tudo discutido, analisado, enquanto o atacante em entrevista coletiva diz que fez o gol com a mão. E na sequência o jogo está sob judice, ou seja, não estão validados os pontos, aguardando decisão judicial a respeito na justiça desportiva, pois segundo o Palmeiras caso empatasse estaria melhor na luta contra o rebaixamento à série B do futebol brasileiro.
Ética, honestidade, retidão não valem, vamos aplicar o velho jeitinho brasileiro, ajeitando as coisas para benefício de uns em desrespeito a todos e assim vamos confirmar nossa vontade de benefícios particulares contra o coletivo.
Será que gol com a mão está valendo, pois se houver a anulação da partida conclui-se que sim, pois uma partida normal, com uma derrota do Palmeiras, pode ser repetida em virtude de toda uma discussão quanto às regras do futebol, que dizem que não se poder utilizar meios eletrônicos para validar ou invalidar um lance, argumento da defesa palmeirense, pois o juiz teria sido avisado por outra pessoa que viu o lance no vídeo e solicitou a anulação do gol.
Enfim, caso aconteça teremos novamente la mano de dios, como no gol de Maradona na Copa de 1986, quando a Argentina venceu a Inglaterra, sem problemas o Barcos também é argentino.

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