Domingo, 23 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


ANIMAIS ARRANCAM CABEÇAS
Os animais sabem como matar, pelo instinto de sobrevivência, descobrem o ponto mais fraco do oponente e o derrotam. Alguns pela força bruta, outros pela inteligência, ou usando ambas as habilidades para vencer.
O ser humano foi além, criou mecanismos para matar o seu semelhante, ao contrário dos animais que, geralmente, matam seres de outras espécies. Armas foram inventadas para tirar a vida do outro, pedras e paus num primeiro momento, depois lanças e setas de madeira, depois com a descoberta do ferro toda uma parafernália de instrumentos letais para matar.
A descoberta do fogo, pólvora e outros materiais permitiram a construção de armas de fogo, o que igualou as condições de todos. Qualquer um poderia matar independente da sua condição física.
As guerras foram o laboratório de todos estes instrumentos, depois vieram as armas de destruição em massa, que num simples apertar de botões, matariam milhares de pessoas, sem necessitar de força.
Vivemos numa sociedade civilizada, onde a convivência entre os seres humanos é ditada pelas regras sociais, temos toda uma moral e ética que nos reprime de bater em todos de que temos raiva ou que nos desagradam.
Numa guerra isto tudo é esquecido, matamos aqueles que não concordam com as nossas ideologias.
Animais quando tomados de raiva arrancam membros, estraçalham seus oponentes, não tem controle e matam pelo instinto de sobrevivência.
Humanos quanto tomados de raiva agem da mesma maneira, arrancam cabeças, tiram pedaços, mas são mais requintados, tomados da vontade de matar podem fazer isto somente para sentir prazer, satisfazendo seus desequilíbrios mais profundos.
Matar por prazer, ver o outro sentindo dor e sofrimento. Matar por esporte, tirar a vida de outro ser somente para provar que somos melhores.
O cortar das cabeças dos apenados no Maranhão é apenas uma parte de toda a crueldade que acontece diariamente no mundo e que não aparece, fica escondida, enterrada em tantos locais, ou pior, acontece e é festejada nas comunidades mais atrasadas.
Realmente o ser humano ainda tem muito que aprender com os animais.

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