Sexta-Feira, 28 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


CONSTRUINDO UMA PORTO ALEGRE NOVA
A vantagem de termos jogos da Copa do Mundo é que Porto Alegre está sendo reconstruída. Basta observarmos as ruas, estão todas passando por reformas, com buracos de todos os tamanhos. Temos obras maiores com concreto e aço, que prejudicam o trânsito, mas depois da Copa teremos uma cidade em construção.
Tivemos sete anos para preparar Porto Alegre para receber os jogos e mudar o cenário. Construir pontes, viadutos, ciclovias, calçadas, pavimentação e melhorar o fluxo do trânsito, porém o que se observa é uma cidade abandonada, com um estádio inacabado e no entorno um canteiro de obras atrasadas.
A promessa de mudança na cidade, com dezenas de novas obras concluídas não foi cumprida, estamos observando uma corrida contra o tempo para concluir o palco dos jogos e seu entorno, com muita polêmica para saber quem vai pagar a conta.
242 anos depois Porto Alegre está com mais de um milhão de habitantes, tendo em suas ruas um número superior a 700 mil veículos em vias estranguladas pela falta de novas alternativas para o trânsito.
Tudo que envolve modificação da cidade passa pelos interesses de poucos em detrimento de muitos. Metrô é um sonho que já completou várias décadas, que não anda por interesse de manter os ônibus reinando nas ruas. A despoluição do Guaíba passa por melhorar o sistema de esgoto e estações de tratamento, porém o Dilúvio continua recebendo esgoto, lixo, móveis velhos e tudo que a população descarte no seu leito.
O Cais do Porto é outra lenda de Porto Alegre, que deveria estar a pleno na Copa, mas pelos entraves burocráticos ainda não saiu do papel, sem falar no prolongamento da pista do aeroporto Salgado Filho, junto com a possibilidade de pousos em dias de neblina, que não aconteceram.
Mas teremos um Acampamento Farroupilha fora de época, ruas vazias no entorno do local dos jogos, hotéis lotados, feriados, festas nas ruas, uma cidade verde-amarela e depois contabilizaremos o lucro ou o prejuízo pelos cinco jogos em nosso chão.
Talvez em 2018, na próxima Copa do Mundo, Porto Alegre tenha concluídas todas as obras, solucionando os problemas que temos hoje. Estaremos novamente atrasados, mas parece ser a sina desta cidade que avança, mas sempre parece não estar dentro do tempo certo.

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