Terça-Feira, 30 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Vexame e desorganização no futebol
A seleção brasileira escreveu uma página horrível na história do futebol no dia 08 de julho de 2014, quando perdeu de forma incontestável, tomando sete gols da seleção alemã, com um gol de honra no final. Foram 90 minutos de um jogo para esquecer, quando os jogadores brasileiros assistiram os alemães jogarem, sem nenhum tipo de reação ou indignação, estavam perdidos e atordoados.
Mas o jogo foi o fim de uma jornada que iniciou de forma errada, quando trocamos um técnico confuso, por outro teimoso, que pensou repetir 2002, com um material humano menos qualificado, toda a estrutura da equipe foi montada para funcionar com Neymar em campo, quando houve a lesão do jogador, todos ficaram perdidos, inclusive o treinador que não conseguiu reorganizar o time, manteve a mesma formação que vinha jogando e mandou a equipe para o enfrentamento com um time totalmente organizado.
A Alemanha planejou cada detalhe de sua trajetória na Copa, construiu um espaço próprio na Bahia, atendendo às necessidades do time, treinando diariamente, inclusive no horário dos jogos, para se adaptar ao clima, tendo interação com as pessoas de uma forma organizada e limitada.
O Brasil trabalhou de uma forma diferente, poupando os jogadores, guardando energias para as partidas, enquanto alguns participavam de programas de televisão, com muita badalação, eram estrelas com tietagem e muita discussão acerca de assuntos banais por parte da mídia.
A campanha iniciou com uma vitória contra a Croácia, muito criticada pelas circunstâncias, depois um empate “heroico” contra o México e uma vitória contra o desclassificado Camarões. Então veio o jogo contra o Chile, um empate com prorrogação e pênaltis, com muito sofrimento e uma acalorada discussão sobre a estabilidade emocional da equipe, que tomou um sufoco para ir adiante.
Depois no jogo contra a Colômbia, uma vitória apertada com um time previsível em campo, a suspensão do zagueiro Thiago Silva por um cartão desnecessário e a lesão de Neymar. Assim necessitando reorganizar a equipe o treinador passou dias despistando a imprensa, treinando com vários times, com diferentes formações, sem nenhuma sequência, entrando em campo com um time desentrosado.
Conclusão: o que inicia errado sempre acaba errado, mas não precisava tomar sete gols de forma tão desastrosa e acabar com a esperança do povo brasileiro num time que nunca convenceu.

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