Segunda-Feira, 20 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Por que não levaram gaúchos para a Seleção?
Se o Felipão tivesse levado alguns jogadores gaúchos a coisa seria diferente, não teríamos tanto choro nos gramados, no máximo uma mascada de fumo antes de bater o pênalti, com uma cuspida na bola para escorregar na mão do goleiro chileno. Não seria esta frescura de cabelos repicados, com tinturas, no máximo, um pouco de banha nos cabelos.
Gostei daquele alemão, o Schweinsteiger, que levou um soco no rosto, levou uns pontos e voltou dando carrinho, que nem zagueiro do Bagé. Mas voltando à seleção brasileira, veio tropicando para chegar até as oitavas de final, arrancando resultados sofridos com muito suor e lágrimas, sem sangue, pois podia estragar a pele do rosto. Não sei por que, mas lembrei do “gaúcho” De Leon sangrando no rosto enquanto levantava a taça da Libertadores.
Estranhei quando vi a churrasqueira da Granja Comary com tanta sofisticação, se tivessem alguns gaúchos eles teriam cavado um buraco e assado um costelão com lenha, com espetos de madeira, sem frescura.
Agora o que mais me deixou faceiro foi ver o Neymar caminhando e subindo escadas normalmente, sem nenhum indício de dor, com movimentos normais estando com uma vértebra fraturada. O Hernane do Flamengo sofreu uma lesão semelhante e ficou quatro semanas em repouso, enquanto Neymar em seis dias estava viajando de carro, subindo a serra de Teresópolis. Deve ter nascido lá em Uruguaiana e se mandado para Santos.
Isto só acontece com os fortes, como o alemão Beckenbauer que jogou a prorrogação da semifinal da Copa de 1970 com a clavícula fraturada, portando fiquei orgulhoso ao ver a superação de Neymar, mas um pouco decepcionado, pensei que ele iria entrar em campo e jogar, pois até de uniforme ele estava, gesticulando, dando instruções e indo de um lado para o outro.
Acredito que na verdade faltou sangue nas veias dos jogadores ou um capitão como o Dunga para fazer o time lutar para vencer e não se acovardar diante da Alemanha na semifinal. Não tivemos quem fincasse o facão no toco e mandasse parar com a brincadeira de fazer gols no Brasil.
Faltou levar alguns da seleção vistos numa propaganda gaúcha. Mazaropi, Dinho, Pergidão, Sandro Sotili e Carlos Miguel, com eles os alemães não chegariam à final, pois teríamos um baita goleiro, dois volantes baguais, um goleador e um armador, exatamente o que faltou no time brasileiro.

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