Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Sou pai e fico muito intrigado com a ação do pai do menino Bernardo, um ser que era o prosseguimento dele neste mundo passa a ser torturado psico e fisicamente, enquanto ele ficava ali, omisso, olhando e ainda auxiliando a torturadora, ainda com o requinte de registrar num celular o que acontecia dentro da casa deles.
Algo difícil de explicar para um filho que te pergunta o porquê de um pai trata o filho assim. Dizer que é uma exceção, que ele é doente e se deixou pressionar pela madrasta, uma manipuladora que conseguiu convencer um homem a esquecer de seu filho, que perdeu a mãe numa situação traumática e em seguida teve um meio-irmão dividindo o espaço com ele junto ao pai.
Não sei o que dizer, o que pensar, estou chocado, desde que havia a suspeita de envolvimento do pai, agora demonstrada com provas materiais e de difícil contestação pela defesa do acusado, mas continuo ainda crendo numa doença, num ódio da mãe de Bernardo transferido para o menino, tanto pela madrasta como pelo pai, como se o menino representasse a presença da mãe dentro da casa, após morrer no consultório, onde ambos continuavam trabalhando após a tragédia.
Mas sigo crendo que a maioria dos pais continuará defendendo seus filhos, assim como as madrastas que assumem a tutela das crianças, sejam elas órfãs ou de casamentos desfeitos, ajudando tantos homens a criar estas crianças com muito amor e carinho, resultando em famílias unidas e com muitos sentimentos positivos entre todos os integrantes destas novas estruturas familiares.
Espero que a justiça seja feita, a verdade seja revelada e que todas as provas sejam verdadeiras, mostrando, no final de todo o processo judicial, quem são os verdadeiros culpados por esta tragédia em uma família. Infelizmente eu sei que este não é, nem será um caso isolado, outras crianças sofrerão nas mãos de adultos que maltratam, torturam e matam pelo simples fato destas crianças existirem nas suas vidas.

*Ten Cel BM, Jornalista e Escritor

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