Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Adolf Hitler suicidou-se em 30 de abril e Berlim foi tomada pelos soviéticos em 2 de maio de 1945, marcando a derrota dos alemães na 2ª Guerra Mundial. Os demais países aliados chegaram a Berlim posteriormente, ficando a cidade dividida entre Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética. Esta divisão estendeu-se para o restante do país, sendo criadas duas Alemanhas: a Oriental, vinculada ao regime soviético e a Ocidental, ligada aos outros países aliados.
Como os capitalistas resolveram investir na recuperação da Alemanha Ocidental, reerguendo as indústrias e incentivando a criação de novos postos de trabalho, houve uma debandada da população da Alemanha Oriental durante a década de 1950. Para evitar esta fuga em massa para o lado capitalista, o ditador soviético Josef Stálin determinou a construção de um muro para dificultar as fugas e controlar o acesso na Berlim comunista.
Assim no dia 13 de agosto de 1961 começou a construção de um enorme muro de concreto, com mais de 4 metros de altura e 155 km de extensão, com postos de observação, fossos, minas, linhas de arame farpado, cães de guarda e soldados armados, que tinham ordens para matar quem tentasse sair da Alemanha Oriental.
Esta situação manteve-se por 28 longos anos, com quase mil mortos, centenas de feridos e milhares de presos pela tentativa de fuga do regime comunista, resultando na revolta popular que em 09 de novembro de 1989, que culminou com a derrubada do Muro de Berlim.
Chegamos aos 25 anos deste marco da unificação da Alemanha, com a reaproximação de milhares de famílias que foram separadas pela existência de uma muralha de concreto, que agora comemoram o crescimento do país alemão, que se tornou numa potência econômica. Berlim apresenta ainda diferenças entre seus dois lados, que se desenvolveram de formas baseadas nos regimes que dominavam as duas Alemanhas.
Do Muro de Berlim restaram as lembranças de um mundo dividido, as marcas no chão onde existia um paredão de concreto e nas almas a tristeza de uma vida sofrimento de um povo oprimido pelas ideias de ditadores sanguinários.
Pena que ainda estejam sendo construídos outros muros para dividir países e separar populações em diversos pontos de nosso mundo, parecendo que o exemplo de Berlim não representou nenhum ensinamento para os governantes mundiais.

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