Quinta-Feira, 20 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Ao abastecer o carro constatamos que gastamos muito para encher o tanque, com um aumento progressivo a cada dia, estamos beirando o preço de três reais por litro de gasolina, mas o custo da Petrobrás permite exportar a gasolina com preço bem menor e ainda ter lucro, ou seja, exportamos gasolina mais barato do que consumimos.
A questão da autossuficiência na produção do petróleo vem de longa data, com descoberta de novas fontes de extração que, permitirão no futuro, investimentos na educação e outras áreas importantes para a maioria da população.
Numa conta não científica, digamos que o preço da gasolina que sai do poço custe 50 centavos, exportamos a um real e teremos um lucro de 100% na gasolina pura, mas que chega ao tanque do nosso carro a três reais, com adição de álcool, teremos um lucro de mais de 250%, assim é possível à Petrobrás manter-se lucrativa, mesmo que sejam desviados bilhões de dólares pela corrupção.
Agora que aparecem os números dos desfalques ao dinheiro público, pois a empresa é pública, fica mais fácil entender porque somos tão sacrificados ao colocar nossos carros a rodar, junto com os milhões de novos carros que chegam às ruas todos os anos, numa desenfreada expansão do número de consumidores da gasolina.
Na lógica de mercado, quanto mais pessoas precisarem do produto, o preço dele deveria baixar, não é o que ocorre com a gasolina, temos aumento da demanda de consumo e o preço aumenta. Na prática somente se houvesse retração do consumo, para manter a mesma margem de lucro, o preço deveria ser aumentado.
Agora que estão sendo divulgadas tantas prisões e cifras milionárias, estancando a sangria das verbas da Petrobrás, talvez fosse possível a diminuição do valor da gasolina no país, se continuar com este patamar de preço, parece que continuaremos a pagar pelas propinas a cada abastecimento.

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