Domingo, 17 de Dezembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A imposição de ideias por grupos mais fortes sobre os mais fracos é antiga, começou, talvez, com o domínio do fogo, sendo aliada à organização de espaços coletivos e início das explicações religiosas para o que não era entendido. Assim as nações ou povos que detinham o conhecimento, o poder econômico e a primazia religiosa dominaram e continuam dominando o mundo.
O povo grego dominou toda região do Mediterrâneo, depois os romanos conquistaram todo mundo conhecido, impondo suas ideias aos demais povos, destruindo templos e apoderando-se das riquezas dos dominados.
Com o aparecimento de Cristo, houve uma modificação na cultura religiosa, surgindo uma religião que foi imposta pelos romanos, difundindo-se em várias regiões, ficando hegemônica, com seus líderes sufocando as manifestações contrárias, inclusive com a realização de Cruzadas para retomar Jerusalém dos infiéis muçulmanos.
Mais tarde com a Era das Navegações, Portugal e Espanha dividiram o mundo, colonizando os demais continentes, trazendo a cultura europeia e a doutrina cristã, que foram responsáveis por padronizar comportamentos e crenças, sendo dizimados os povos que não aceitaram o que lhes era ensinado. Assim brancos colonizadores dizimaram índios, escravizaram negros e impuseram uma doutrina religiosa. As riquezas foram levadas para as metrópoles.
A Inglaterra continuou com a mesma política colonialista, dominando várias nações e colocando o modelo inglês como dominador, sufocando religiões e manifestações culturais dos povos dominados, arrancando as riquezas dos seus súditos para sustentar a monarquia.
Hitler quis acabar com os judeus e outros povos, para impor uma raça ariana superior, resultando, com sua derrota, na divisão do mundo em dois blocos, chegando ao domínio amplo dos americanos e suas ideias sobre o resto das nações.
A hegemonia branca e cristã é uma realidade mundial, as demais religiões e etnias são tratadas como rebeldes por não se subordinarem, ou seja, o modelo de dominação mundial não mudou ao longo da História.

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