Terça-Feira, 28 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Somos um país agonizante por vivermos num sistema arrecadatório que segue o modelo imperial, tudo para a metrópole, sustentando a nobreza, enquanto o restante da população deve contentar-se com as migalhas que retornam como benfeitorias. Continuamos com os mesmos problemas das décadas anteriores e precisamos, no mínimo, de saúde, educação e segurança.
Palavras repetidas em todos os discursos eleitoreiros que ouvimos no passado e no presente, são mantras que nos iludem com soluções que não acontecem, os problemas continuam e estamos agonizando nestes quesitos.
Nosso sistema de saúde pública está ruim, com falta de leitos, médicos e vários itens básicos para atender minimamente a população, sem investimentos adequados para as demandas de um povo carente. Não se pode esquecer a falta de água, ocorrida pelo descaso de autoridades e das pessoas, as primeiras por não investirem na construção de novas alternativas e as segundas por desperdiçar água em abundância, sem preocupação com o futuro. Sem água nossa saúde tende a piorar.
A educação brasileira fracassa a cada ano, com legiões de pessoas abandonando os bancos escolares para sair em busca do sustento e outros tantos por não conseguirem acompanhar um sistema retrógrado que não tem nada a ver com a realidade vivida, com recursos arcaicos para transmitir conhecimentos repetitivos e inúteis para a maioria da população.
No quesito segurança temos um caos por falta de novos métodos para combater a criminalidade, aliado a um regramento jurídico inadequado para o momento que vivemos, somos reféns em nossas residências, temos medo de sair às ruas, não sabemos em que momento seremos mais um número nas estatísticas oficiais. O problema é que não vemos soluções, as que surgiram até agora não foram satisfatórias.
O Brasil vai assim morrendo diariamente, sangrando através do sacrifício da maioria das pessoas, as quais sustentam uma máquina pública ineficiente, que não atende as necessidades básicas, enquanto pequenos grupos vivem em situação diferenciada, cogitando, inclusive, deixar o país, caso a situação venha a piorar para estes beneficiários da exploração da população brasileira.

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