Segunda-Feira, 25 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


As escolas começam o movimento com seus alunos e professores, uma nova etapa inicia para milhares de crianças, expectativas de novas visões da vida, através das informações trazidas pelos professores, uma mudança de realidade pelo caminho do ensino.
Os problemas da rede pública começam a ser relatados novamente, sendo o principal deles a falta de professores nas salas de aula, enquanto o governo estadual fala em dois mil, o sindicato dos professores fala em dez mil para atender a demanda das salas de aula nas instituições públicas, ou seja, mais um ano letivo vai iniciar e teremos alunos sem aulas.
Os pais chegam para o início do ano letivo, estressados, com muitas contas a pagar, resultado do período de férias, onde muitos gastam mais do que podiam e tem que correr atrás para pagar as dívidas, acumulando com as novas decorrentes da compra do material escolar.
Não se pode esquecer o trânsito no entorno das escolas que se torna caótico, com excesso de veículos e pouco espaço para estacionamento, aliado ao desejo de cada pai querer deixar seu filho na porta da escola, o que, geralmente, causa transtornos nas vias, com engarrafamentos, buzinaços, xingamentos e mostras de falta de educação.
E os professores? Estes necessitam tirar uma motivação extraordinária para conter turmas numerosas, com alunos que voltam das férias sem noções de limites e respeito. Precisam reassumir o controle das crianças, mostrar a educação básica e então partir para o ensino de novos conhecimentos, os quais deverão despertar o interesse dos alunos.
Os alunos voltam para as escolas pensando em reencontrar seus amigos e participarem de brincadeiras e bagunças, dividir seu tempo com as novas tecnologias, trocar informações em forma digital, fazer buscas na internet com aparelhos em suas mãos e muitos irão questionar o conhecimento dos professores.
Novos tempos, antigas realidades. Professores com salários defasados, muitas famílias desestruturadas, escolas inadequadas para receberem os alunos, mas a vida não para e mais um ano letivo inicia.

*Ten Cel BM, Jornalista e Escritor

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