Quarta-Feira, 26 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Este ano teremos uma eleição municipal, com votação em primeiro turno marcada para o dia 07 de outubro, mas a data correta seria 03 de outubro, pois nesta data, em 1930, iniciou a revolução que levou Getúlio Vargas ao cargo máximo do Brasil.
Mas como nada será mantido para sempre, o segundo turno deste ano será no dia 28 de outubro e não em 15 de novembro, data da Proclamação da República, ocorrida em 1889, desta forma conseguiremos num único ano, esquecer totalmente duas datas importantes da história brasileira, simplesmente para que as eleições aconteçam em domingos.
Qual a importância disto para o povo? Muito pouco, alguns dirão, outros poderão alegar que 03 de outubro não é feriado, ou ainda que não significa nada.
Um outro ângulo a ser explorado é a questão da cidadania, podermos explicar aos filhos por que a eleição está acontecendo numa data de importância cívica.
Até quem sabe contar que Getúlio Vargas assumiu como Presidente do Brasil, quebrando com uma hegemonia paulista e mineira, colocando um gaúcho na presidência, formando as bases de muito do que hoje temos como conquistas sociais e econômicas.
Ou talvez dizer que o Marechal Deodoro da Fonseca declarou o fim do Império Brasileiro, fazendo surgir a República, avançando na conquista democrática, possibilitando chegarmos a escolher nossos representantes.
Aproveitem e digam que estes fatos não aconteceram em Brasília, mas sim no Rio de Janeiro, capital brasileira desde 1763 até 1960, quando Juscelinco Kubitschek transferiu a sede do governo federal para o Planalto Central.
Mas, independente de não acontecer em 03 de outubro e 15 de novembro, eleição é coisa séria e dela depende quem nos representará nos poderes Executivo e Legislativo municipais, durante os próximos quatro anos.
Votar é um direito obrigatório em nosso país, portanto obrigatoriamente devemos exercer este direito e votar de forma correta, pois se votarmos errado, seremos as vítimas dos erros que os futuros prefeito e vereadores possam vir a cometer.

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