Sexta-Feira, 28 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Durante a vida Oscar Niemeyer teve a ousadia de usar concreto para formar curvas e não as retas nas suas obras, criando uma nova forma de ver o mundo para as outras pessoas, surpreendendo a cada nova criação, demonstrando a preocupação com a novidade e o diferente.
Observando nossas cidades constatamos que a arquitetura usual cria com medo de errar, a maioria dos prédios reproduzem formas já criadas, sendo quase uma produção em série de módulos e ângulos retos, criando um ambiente monótono nas nossas andanças pelas ruas, sem grandes modificações do entorno.
Já Oscar tinha o poder de em poucos riscos criar o novo, trazer o inesperado para a realidade, criando novos espaços para as pessoas circularem e admirarem a cada novo olhar, seu legado para a humanidade está concretizado em sua obra-prima: Brasília, inaugurada no longínquo ano de 1960, levando para o Planalto Central o inusitado, em parceria com Lúcio Costa, fazendo real um avião desenhado para tornar-se uma cidade planejada, com amplas ruas e com prédios maravilhosos.
Brasília foi o marco da diferença, do novo, tanto que sua beleza tornou-se Patrimônio da Humanidade, reproduzindo no concreto em curvas o imaginado por Niemeyer, novas belezas a encantar o mundo inteiro, enquanto seu criador continuava levando sua imaginação para outros lugares.
São tantos monumentos, entre eles o Sambódromo, no Rio de Janeiro, o Memorial de Getúlio Vargas, em São Borja, o Museu de Arte Moderna, em Niterói, que revelam o talento deste magistral arquiteto que teve a coragem de aceitar o convite do então prefeito Juscelino Kubitschek para mudar o entorno da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, criando uma obra magistral, em concreto curvado, abrindo o caminho para chegar à Brasília.
Agora depois de 104 anos, deixa nosso convívio, porém restando todas suas obras e diversos projetos que não saíram do papel mágico onde ele criava curvas, reproduzindo o corpo da mulher e os morros cariocas, segundo suas próprias palavras.

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