Sexta-Feira, 26 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Até 31 de dezembro de 2014 vivíamos num país onde tudo era maravilhoso, não havia inflação, era possível comprar produtos a preços mais acessíveis, tínhamos governos estabilizados, que não tinham dificuldades para pagamento de suas contas, com possibilidade de aumentos no ano seguinte para diversas categorias do funcionalismo público.
Inclusive havia uma enorme expectativa sobre o ano que chegava e traria um aumento significativo do Produto Interno Bruto, pois em 2014 o Rio Grande do Sul teve enormes lucros com a produção agrícola e mudanças na política econômica do Brasil não eram cogitadas.
Porém para surpresa de todos em 1º de janeiro de 2015 tudo mudou. O Rio Grande do Sul parou de crescer, tivemos problemas na arrecadação, fornecedores deixaram de receber por serviços prestados e a possibilidade de atraso nos salários passou a ser cogitada.
No âmbito federal as mudanças dos ministérios trouxeram prejuízos aos programas e projetos em andamento, enquanto eram alteradas as regras da economia e alteradas as legislações trabalhistas, com cortes em investimentos em diversos setores.
A estrutura do governo estadual foi alterada, com extinção de diversas secretarias, suspensão de pagamentos e cortes em despesas, visando economia para pagar os salários dos funcionários, com um alegado rombo nas contas públicas.
Passados aproximadamente 100 dias do ano, a inflação dispara, os preços sobem no comércio, com aumentos nos combustíveis e na energia elétrica, problemas para quitar dívidas correntes, incapacidade de fazer frente a aumentos já aprovados, corte de repasses à saúde, educação e segurança, bem como alterações nos financiamentos em diversos setores e atrasos em obras públicas por falta de verbas.
Assim questiono: onde está o Brasil e o Rio Grande do Sul que existiam até o último dia de 2014 e a realidade que vivíamos? Fomos enganados no período eleitoral com falsas promessas de que teríamos um pais com a economia equilibrada para viver e um Estado com crescimento maior que o Brasil?

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