Domingo, 28 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Tancredo Neves morreu, oficialmente, no dia 21 de abril de 1985, após ter vencido a eleição presidencial indireta no ano anterior, derrotando Paulo Maluf no Colégio Eleitoral, traduzindo: a população não votou, os deputados e senadores foram os responsáveis por escolher o primeiro presidente civil do Brasil, depois de um regime militar que durou 21 anos.
O vice de Tancredo era José Sarney que assumiu a presidência, interinamente, no dia 15 de março de 1985, tornando-se presidente quando da morte de Tancredo.
Mas o que seria do Brasil se Tancredo assumisse como presidente? A primeira consequência seria um ministério mais voltado para as questões populares, não teríamos um governo vinculado à antiga Aliança Renovadora Nacional – Arena, pois José Sarney vinha desta sigla, indicando para compor seu governo pessoas ligadas ao regime militar.
Não teríamos os fiscais do Sarney, cruzado, cruzado novo, nem o sumiço dos bois gordos dos campos, e possivelmente, um menor índice inflacionário. Talvez não tivéssemos um sucessor de Sarney intitulado de “caçador de marajás”, eleito por um partido nanico e que renunciaria dois anos após eleito, para escapar de um impeachment.
Itamar e seu topete não figurariam na galeria de ex-presidentes, nem veríamos sua namorada sem calcinha no carnaval. Nem tampouco o retorno do Fusca para presentear outra namorada.
A alta inflação, talvez, não acontecesse e não trocaríamos para o real, motivo principal da eleição de Fernando Henrique Cardoso, que, através de conchavos, permitiu a sua própria reeleição, fazendo surgir Lula em dois governos e agora Dilma num segundo mandato.
Talvez nossa linha presidencial pudesse ser composta por nomes como: Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, Leonel Brizola e Mário Covas, o que modificaria toda a sistemática de funcionamento do país, talvez com muitas reformas e mudanças que favoreceriam toda a população.
Mas nada disto aconteceu tivemos uma mudança de um regime militar para um regime presidencialista marcado por acordos, ajustes, trocas de apoios por cargos no governo federal, interesses pessoais e partidários sobrepondo-se ao interesse público, deixando nosso país com partidos desfigurados, confusos e todos semelhantes entre si.

COMENTÁRIOS ()