Terça-Feira, 28 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


As mulheres tiveram enormes conquistas no século passado, saindo de uma posição de submissão no modelo machista da sociedade para uma posição de igualdade na disputa pelo mercado de trabalho com os homens. As tarefas domésticas eram exclusividade das mulheres, assim como educar filhos e acompanhar o desempenho escolar , enquanto os homens eram responsáveis pela provisão do sustento da família, ou seja, mulheres em casa e homens na rua.
Neste contexto histórico casamentos eram para sempre, não eram permitidas separações e nem abandono dos filhos, a família era uma instituição indissolúvel, porém com a modificação da legislação, permitindo divórcios, houve uma mudança na relação familiar, sendo necessário, a muitas mulheres, trabalhar para se sustentarem, tendo que deixar seus filhos aos cuidados de outras pessoas.
Não havia estrutura pública e nem privada para fazer frente à nova demanda por espaços para cuidar das crianças depois que pais e mães começaram a trabalhar, enquanto as escolas passaram a receber crianças cada vez mais cedo, com uma obrigatoriedade legislativa, porém sem consequente formação de professores para a nova realidade.
Houve uma modificação também no perfil dos profissionais da educação que, de pessoas valorizadas pela sociedade, passaram a ser os culpados pela falência do modelo da sociedade. Crianças passaram a ser recrutadas para venda de tóxicos para usuários, ganhando, não raras vezes, mais do que seus pais neste trabalho.
As mulheres que trabalham não tem salários equivalentes aos dos homens, além de terem de cuidar de suas famílias e serem felizes em suas relações, enquanto os homens, na sua maioria, continuaram com a única obrigação de prover o sustento das famílias.
Apesar de toda a evolução social trabalhar ainda é uma tarefa que cabe mais aos homens do que as mulheres, mesmo que o discurso da sociedade não seja este.

*Ten Cel da Reserva BM, Jornalista e Escritor

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