Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Passados cinco meses do ano de 2015 temos uma nova realidade descortinada diariamente pelo governo estadual, eleito no ano passado, com ameaças mensais de que os salários de uma parte dos funcionários públicos vai atrasar e aumentos aprovados não serão concedidos, aliado ao fato de enormes cortes em todas as áreas do poder Executivo e suspensão de pagamentos aos fornecedores.
Nos demais poderes do Estado, Judiciário e Legislativo, os cortes são mínimos e sem nenhuma notícia de que salários vão atrasar e com aumentos aprovados e concedidos sem contestação pelo governo estadual. Anuncia-se um rombo de mais de cinco bilhões ao final deste ano, sendo possível vislumbrar manobras para pagar algumas contas e deixar outras em aberto, até mesmo com a possibilidade de aumento de impostos.
A administração anterior, segundo noticiado, valeu-se de diversas fontes para quitar as dívidas correntes, manteve salários em dia e anunciava uma séria de novos investimentos possibilitados por diversos empréstimos junto a organismos internacionais, além de ampliações em empresas já instaladas e a chegada de novos investidores.
A atual administração não mostrou nenhuma novidade em seu discurso, pois todos os governos que passaram pelo Piratini, assumem acusando os antecessores de deixarem os cofres raspados, porém com o diferencial de não anunciar nenhum movimento para sair da crise, apequenam nosso Estado, afastam investidores, desmotivam os funcionários e conseguem deixar o povo gaúcho desconfiado do que vem pela frente.
Atraso do pagamento de alguns servidores não vai solucionar os problemas, a população gaúcha poderá ser a maior prejudicada se greves forem deflagradas, os serviços públicos paralisarem e continuarmos assistindo os demais poderes desconectados do Executivo.

COMENTÁRIOS ()