Domingo, 19 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A notícia de que as chuvas dos últimos dias no Rio Grande do Sul podem resultar em mais uma ponte caída, nas proximidades de Barra do Ribeiro, apontam para uma tendência de que as estruturas de muitas dessas obras estão comprometidas devido à falta de manutenção.
A política do recapeamento asfáltico desenvolvido há muitos anos pelas empresas de manutenção das estradas, sejam elas públicas ou privadas, não consertam os trechos comprometidos, apenas acabam colocando sobrepeso sobre muitas das estruturas das pontes, basta olhar os guias laterais que ficam enterrados no asfalto.
Outra causa para a falha estrutural das pontes é o excesso de carga nos caminhões, pois tais pontes foram projetadas para suportar um determinado peso e fluxo de veículos, entretanto o que aconteceu foi o aumento da frota de caminhões e do número de veículos que transitam diariamente nos trechos asfálticos que, também restam comprometidos pelo excesso das cargas.
Aliado a tudo isso as alterações nos cursos dos rios para captação de água para plantações, mudando a geografia nas proximidades das pontes, com aumento de vasão em alguns pontos e diminuição em outros, situações estas de impostas no momento das construções.
As técnicas de engenharia também evoluíram, temos hoje pontes com menos base e mais sustentação, com partes pré-moldadas que diminuem o tempo de construção, enquanto que a maioria de nossas pontes é antiga, com tecnologia já ultrapassada, cujo custo de conservação ou reconstrução não vale a pena para o setor privado e com falta recursos para o setor público para tal demanda.
A solução é investir na manutenção preventiva, com fiscalização dos órgãos competentes, evitar que os cursos dos rios sejam alterados. E especialmente quando forem reconstruídas as pontes devem ser totalmente refeitas e não apenas repostas as partes que forem levadas pelas águas.

*Ten Cel BM, Jornalista e Escritor

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