Sábado, 18 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Esta frase deveria ser afixada nas ruas para alertar os criminosos de que não devem praticar crimes, pois não existem locais para receber os que forem presos em flagrante na Região Metropolitana.
As polícias seguem trabalhando e prendendo em flagrante os delinquentes pela prática de diversos crimes, sendo que as delegacias ficam com presos encarcerados, aguardando vagas num sistema que não comporta mais apenados.
A justiça determina a interdição do Presídio Central, enquanto advogados e defensores pedem a liberação dos que aguardam nas delegacias, ou seja, o trabalho policial vai esbarrar na incapacidade do sistema carcerário em receber os criminosos.
Os bandidos assistem a tudo com a certeza da impunidade, pois a cada dia é noticiado a falta de estrutura para manter o cumprimento das penas nos estabelecimentos prisionais e fechamento de prédios por falta de estrutura.
A população observa o Estado demonstrar-se incompetente para prender os criminosos, manter os que estão nas cadeias, evitar fugas e inoperante para a construção de novos estabelecimentos para dar conta da demanda de novos apenados.
Assim resta à população e ao governo apelar para os criminosos que contribuam com o sistema prisional falido e não cometam crimes, pois não há onde deixa-los para cumprirem suas penas.
Investimentos em educação são mínimos, a construção de novas escolas e contratação de professores não são cogitadas, falta condições de trabalho e lazer para crianças e adolescentes, tudo contribui para o aumento da criminalidade.
A maioridade penal está sendo reduzida, mesmo com presídios e penitenciárias superlotadas, não há projetos de ressocialização dos apenados, enquanto a prevenção à criminalidade não está entre as prioridades governamentais, nem perspectivas de que a sociedade receba, ao fim do cumprimento das penas, pessoas melhores do que as que entraram no sistema carcerário.

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