Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Uma das mais antigas civilizações do mundo decidiu, recentemente, deixar de pagar uma dívida bilionária com os organismos econômicos internacionais, iniciando uma discussão sobre as consequências desta decisão nas demais economias do mundo.
A dívida grega foi criada a partir da disponibilidade de recursos da comunidade europeia, que num momento de alta na valorização do euro, começou a emprestar dinheiro aos países em dificuldades financeiras, mas o governo grego, ao invés de utilizar o dinheiro para quitar dívidas anteriores e investir em infraestrutura, usou os recursos para melhorar salários dos funcionários públicos e pagar aposentadorias especiais.
Depois do empréstimo concedido e com os recursos já aplicados em áreas não essenciais, um novo governo foi eleito e partiu para o calote no pagamento da dívida, visando equilibrar as contas públicas daquele país, numa manobra arriscada, que pode ter consequências no futuro da economia mundial.
A população grega decidiu pelo não pagamento da dívida, que não foi criada pelo povo, mas pelos governantes, que aplicaram indevidamente os recursos disponibilizados pelo Fundo Monetário Internacional.
Esta prática de aplicar recursos com finalidade determinada, quando dos empréstimos, em outros setores da administração pública não é uma exclusividade grega, a cada dia temos notícia de que valores destinados a determinado fim foram desviados para cobrir outros setores, numa prática de não respeitar acordos e nem fazer as contrapartidas previstas.
Este modelo grego agora servirá de modelo a toda terra, aplicando recursos das áreas essenciais em aumentos para servidores públicos e deixar de pagar por empréstimos recebidos, com a justificativa de que não há recursos para quitar a dívida parece ser um caminho tranquilo, pois agora a Europa tenta ajudar a Grécia novamente, mesmo sabendo que os gregos não pretendem não pagar uma dívida anterior.

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