Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Nossas ruas transformaram-se nos últimos dias em verdadeiras pistas de rali, com o surgimento de buracos, de todos os tamanhos e formatos, decorrentes da má qualidade do asfalto utilizado na pavimentação urbana.
A construção e manutenção das vias urbanas, na maior parte dos municípios são terceirizadas, realizada por empresas que vencem licitações, sendo contratadas para determinadas obras, assim não há um padrão de qualidade, pois várias empresas trabalham para o poder público, que não consegue fiscalizar todas as obras.
O sistema de manutenção asfáltica utilizado é, no mínimo, irresponsável, não há preparação para a colocação de novas camadas de asfalto, com operações tapa-buracos, que apenas colocam nos buracos existentes camadas que não aderem à anterior, soltando com a primeira chuva.
Aliás, a pavimentação em todos os níveis é um grande problema, não existem padrões nas calçadas, algumas são niveladas, outras em declive, algumas sem pavimento, ou seja, um arriscado caminho para os pedestres, sem nenhuma perspectiva de melhora.
As calçadas são responsabilidade dos moradores, os quais fazem cada um a seu modo, estes espaços públicos, que não são fiscalizados corretamente por falta de estrutura das prefeituras.
Já o traçado das ruas e avenidas também não possui um modelo, com ruas que não comportam o número de veículos, nem foram projetadas para suportar caminhões sobrecarregados, com o calçamento inadequado, tanto quando da primeira pavimentação, quanto da manutenção posterior.
Agora com a chuvarada dos últimos dias torna-se arriscado percorrer as ruas com veículos que não foram preparados para suportar tantos desníveis, surgindo problemas de suspensão em muitos, rodas desalinhadas e pneus furados, com graves riscos de acidentes.
Todos os problemas decorrentes da manutenção precária acabarão em ações judiciais de motoristas e pedestres contra o poder público, pois todo o sistema viário urbano é responsabilidade deste, cabendo aos cidadãos cobrar por a melhoria das condições de trânsito nas cidades.

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