Sábado, 24 de Junho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


As chuvaradas dos últimos dias estão trazendo sérios problemas para as populações, que moram próximo às margens de rios e arroios, das cidades da região metropolitana, com enormes prejuízos para as famílias, as quais perdem muitos de seus pertences.
A origem do problema passa pela urbanização desorganizada das cidades, aliada à falta de planejamento do sistema de escoamento das águas das chuvas, que são represadas por obras inadequadas.
Não há um sistema de esgoto pluvial adequado para fazer frente ao aumento populacional e habitacional, nem de esgoto cloacal que acaba sendo levado para os arroios e rios sem tratamento, sendo tudo colocado nas mesmas tubulações.
Obras em esgoto não são prioridades dos governos, pois não aparecem por serem estruturas colocadas enterradas nos solos das cidades, assim tornando reduzidos os investimentos nesta área, com consequente aumento dos problemas de escoamento das águas nos municípios.
A construção de diques e outras obras para conter as águas e proteger bairros das cidades não saem dos planejamentos, surgindo a cada inverno novas inundações e alagamentos nestes bairros, numa repetição constante dos mesmos problemas.
As cenas de pessoas limpando as casas, retirando barro e água de cima de móveis e recolhendo materiais que se estragaram pelo avanço das águas dos córregos e arroios que não dão conta da vazão do aumento das chuvas nas cidades, repetem-se constantemente.
As soluções passam por investimentos dos governos em regularização fundiária, planejamento urbano, sistemas de esgoto, canalização de arroios e córregos e, principalmente construção de estruturas que protejam áreas que apresentem riscos de inundação.
Enquanto isso mais e mais famílias continuam sofrendo com as condições climáticas adversas e com a falta de soluções à curto prazo, num país que se preocupa com os problemas quando eles surgem, sem uma política de prevenção de calamidades.

COMENTÁRIOS ()