Sexta-Feira, 22 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A população gaúcha deve assumir a culpa pela crise financeira do Estado, pois milhares de habitantes do Rio Grande do Sul fizeram concurso público e assumiram seus postos nas mais diversas áreas, pois o Estado necessitava de funcionários para fazer funcionar a máquina pública.
Estes gaúchos que passaram a trabalhar como funcionários públicos, começaram a receber salários pagos pelo Estado, contribuindo para a previdência estadual criada para atender as necessidades de saúde destes funcionários.
Porém, passado o tempo de serviço na área pública, as pessoas precisaram se aposentar, abrindo vagas para novos funcionários, com a necessidade de novos concursos públicos. Conforme as necessidades do Estado, a população inseria novos servidores para prestar serviços à sociedade gaúcha.
Assim chegamos aos dias atuais com milhares de funcionários públicos, tanto ativos, como inativos, recebendo salários oriundos dos impostos, porém como não há novos funcionários para assumir as vagas abertas, certamente, chegaremos em breve ao número cada vez maior de aposentados.
O número de funcionários necessários para o funcionamento da máquina pública nunca foi atingido na sua totalidade e talvez nem venha a ser, porém as demandas da sociedade precisam ser atendidas.
Assim há uma sobrecarga de trabalho para os que precisam atender à população, com consequente serviço deficiente e muitas reclamações por não atendimento de tantas demandas sociais.
Cabe então à população gaúcha assumir sua culpa, continuar cobrando eficiência do serviço público, disponibilizando pessoas para trabalhar neste espaço de mercado de trabalho, atrativo pela estabilidade e pela certeza de salários que seriam pagos em dia.
Chegamos aos dias atuais com a notícia de enormes dificuldades financeiras do Estado, com anúncio de atraso de salários, não chamada de novos servidores, cortes para a saúde, segurança e educação, buscando achar um culpado para a crise, que deve ser a população gaúcha.

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