Domingo, 23 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A discussão sobre esta temática não é recente, surgiu no século 19, quando diversos pensadores trataram do funcionamento da sociedade, expondo dois sistemas antagônicos, um priorizando os interesses públicos e outro, os privados.
O Rio Grande do Sul tem funcionado obedecendo estas duas cartilhas, conforme o governo que assume as prioridades são alteradas, com acusações de ambos os lados dizendo que quem está no poder é o pior modelo de gestão da coisa pública.
Nos início dos anos 60 Leonel Brizola encampou empresas privadas de serviços de telefonia e eletricidade, criando a Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) e Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).
Depois, nos anos 70, diversos setores tiveram o apoio estatal com a criação de empresas públicas, autarquias e fundações, durante diversos governos que se sucederam no Rio Grande do Sul.
Nos final dos anos 90 houve uma política de privatização de várias empresas públicas, sendo privatizada a CRT, parte da CEEE e extinta a Caixa Econômica Estadual. Banrisul e Corsan, entre outros, continuam públicos devido à legislação que determina plebiscito popular para privatização destas empresas.
Estas políticas de governos, que se orientam conforme os interesses dos mandatários no poder, vão tornando as coisas confusas para a maioria da sociedade que não entende como algo que é público e bom num momento, logo em seguida deve ser privado por que é ruim, ou ao contrário, o privado deve tornar-se público.
A população clama por coisas básicas: saúde, educação e segurança, não importando se serão públicas ou privadas. Observando a história gaúcha, tem restado aos governos investir nas áreas onde a iniciativa privada não tem interesse, vendendo alguns setores que dariam lucro aos cofres públicos.
Na realidade o que falta são políticas de Estado com repercussão e manutenção no longo prazo e não políticas de governos que, no Rio Grande do Sul, mudam a cada quatro anos, aumentando ou diminuindo a máquina pública conforme interesses dos grupos que estão no poder.

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