Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Quando perdemos um amigo levado pela morte sentimos uma enorme tristeza, um sentimento de impotência perante a perda que não pode ser recuperada, o vazio deixado por uma pessoa de quem gostávamos.
Assim perdas acontecem todos os dias, mortes diárias de pessoas pelas mais diversas razões, algumas vistas como normais, quando um idoso que já viveu uma vida longa nos deixa, aceitamos com maior facilidade, não sem tristeza.
Morte: um momento de tristeza

Agora quando envolve pessoas que teriam muita vida pela frente ficamos mais tristes, deixam filhos pequenos, sonhos que não realizaram, vácuo na vida de quem amavam, é tristeza demais.
Ter que ir ao cemitério dar um adeus definitivo a um amigo é muito ruim, algo que marca todos que se encontram numa hora marcada pelos abraços e beijos, choros compulsivos e outros controlados, numa atmosfera de dor e saudade.
Algumas capelas lotadas de gente, enquanto outras têm apenas alguns poucos familiares, alguns enterros são suntuosos, outros tão pobres, até na hora da morte o ser humano usa de suas diferenças econômicas, como se o luxo ou a simplicidade fossem importantes neste momento.
Pessoas mostram-se desesperadas sem saber o que fazer no dia seguinte com os objetos deixados, outros são práticos e pensam em repartir os bens, num contraste da ganância com o desapego ao material.
Morrer é a única certeza, todo o resto é possível mudar, resolver, achar outro caminho, enquanto a morte não permite mudar as atitudes, tentar reaproximações, muitos têm arrependimentos por não terem feito algo, dito palavras ou pedido desculpas.
Perdi um amigo ontem, uma morte inesperada, uma pneumonia, veio uma infecção hospitalar, tratamento para tentar manter a vida, mas infelizmente não deu, foi com menos de 40 anos, deixou um filho ainda bebê e muitos amigos que foram dizer um último adeus.
Aproveitem enquanto estão com quem gostam, conversem, riam, troquem carinho e atenção, sejam felizes, pois quando menos esperarem poderão não ter mais esta oportunidade.

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