Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A gastança dos poderes constituídos sempre é solucionada com a mesma receita: aumento de impostos e tributos. Uma prática tão antiga na humanidade, pois os impérios para manterem os privilégios dos seus dominadores, cobravam mais contribuição do povo.
No Império Romano este modelo fazia com que as nações subjugadas sofressem na miséria para sustentar a riqueza da elite romana, com enormes obras em homenagem aos imperadores, enquanto havia “pão e circo” para os pobres.
Na Idade Média os reinos opressores deixavam os vassalos com fome, enquanto erguiam castelos e viviam com fartura de alimentos, retirados de quem produzia. A ficção criou Robin Hood para retirar dos ricos para dar aos pobres a riqueza recolhida no castelo do rei.
A cobrança de impostos por parte do reino de Portugal fez surgir a Inconfidência Mineira, que tinha como proposta a diminuição da carga tributária e mudança do tratamento ao povo brasileiro.
Em nenhum momento da História o desequilíbrio econômico dos poderes constituídos tiveram como solução diminuir os gastos dos poderosos, sejam imperadores romanos, reis da Inglaterra e de Portugal ou governos brasileiros.
Nosso país é um dos maiores arrecadadores de impostos do mundo, com uma política tributária centralizadora, que concentra todos os valores arrecadados, mantendo a riqueza e vantagens de alguns em detrimento da maioria da população brasileira.
Temos impostos municipais, estaduais e federais que nos são cobrados inseridos em nossos gastos diários, nem sabemos em quanto contribuímos para os governos manterem seu funcionamento.
Convém lembrar que na França, em 1789, o povo derrubou uma monarquia que gastava alheia à situação popular e nos Estados Unidos, em 1776, a alta cobrança de impostos resultou na revolta contra o domínio inglês.

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