Domingo, 28 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


A proteção da sociedade gaúcha na área da segurança pública é responsabilidade da Brigada Militar, conforme preceito constitucional e tem sido feito ao longo de mais de 177 anos, com uma identificação com a história do Rio Grande do Sul.
Esta atribuição é levada a efeito com aproximadamente 20 mil policiais que trabalham em todos os municípios rio-grandenses, numa jornada sem interrupção, mas que deveria ser feita com um efetivo de mais de 37 mil brigadianos, o que não acontece por inúmeros fatores.
A falta de efetivo não é novidade, arrasta-se por décadas, com um crescente aumento da defasagem, por conta da falta de inserção de novos servidores, já que não há uma política para atingir, no médio prazo, o número necessário de brigadianos para fazer frente ao crescimento populacional.
Para repor os que se aposentam, em média mil por ano, seriam necessários concursos anuais com duas mil vagas, para que em 15 anos, chegássemos a 35 mil servidores na Brigada Militar, ou seja, investimentos em formação continuada para que houvesse equilíbrio entre os ativos e inativos.
Se não houver esta preocupação de reposição, chegaremos daqui a 15 anos, a cinco mil brigadianos na ativa e 15 mil novos aposentados. Este é o cenário, portanto concurso público para a Brigada Militar deveria ser uma prioridade, se houvesse interesse numa segurança pública eficiente.
Atualmente com o corte de horas-extras, que multiplicava os policiais, temos menos efetivo na rua e com o parcelamento salarial há uma desvalorização do trabalho e dos seres humanos que vestem farda, o que pode acarretar em problemas de saúde, física e mental, dos que operam nesta atividade tão perigosa e estressante.
Chegar ao número necessário de policiais na segurança, ambientes e equipamentos adequados e salários que valorizassem os policiais é a solução para termos uma polícia que possa proteger a sociedade gaúcha.

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