Domingo, 24 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Contas públicas: algo difícil de entender

A contabilidade dos governos é algo complexo para a maioria da população, são apresentados números em trilhões, bilhões e milhões de reais ou dólares, em cifras que não fazem parte do dia a dia das pessoas.
Somos informados com quadros comparativos das receitas e despesas dos governos, sem esclarecimentos e informações que possam explicar a complexa matemática estatal, sempre falta dinheiro para despesas básicas e parece sempre sobrar para manter privilégios de alguns.
As contas sempre apontam rombos enormes nas despesas, enquanto que as receitas apresentam números expressivos, com enormes valores arrecadados em impostos, não apresentando clareza de detalhes entre receita e despesa.
Nosso sistema tributário é rápido em cobrar dos cidadãos diretamente em cada compra e aquisição, enquanto que as dívidas dos poderes com os credores demoram a ser pagas, exemplo disso são os precatórios que não são prioritários para os governos.
Sustentamos toda estrutura federal com pagamento de impostos nos municípios e estados, enquanto estes tem retorno de uma pequena parte do que arrecadam, os que arrecadam mais sustentam os que arrecadam menos num pacto de cooperação entre os membros da federação.
A solução para equilibrar as contas é sempre aumentar os impostos para a população, numa matemática que nunca fecha, enquanto temos notícias de reservas que superam bilhões de dólares, chegam informações de rombos nas contas públicas.
Somos reféns de uma política cambial perversa que beneficia poucos e prejudica muitos, quando aplicamos algumas quantias em bancos, temos lucros insignificantes, mas se usarmos cartões de crédito ou pedirmos empréstimos pagaremos juros exorbitantes, numa relação de prejuízo ao cidadão comum.
Agora chegamos ao patamar de dezoito por cento de ICMS no Rio Grande do Sul e perda de vantagens junto ao IPVA, prejudicando a maioria da população, aguardando aumento de impostos federais e a volta da CPMF numa conta que será paga por todos e sem garantias de melhorias nos serviços públicos.

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