Sexta-Feira, 21 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


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Arena é do Grêmio!

O Estádio Olímpico agoniza desde 2012, quando foi abandonado pela nação tricolor, que embarcou para a Zona Norte de Porto, onde foi inaugurada a Arena do Grêmio, um estádio novo e moderno, com capacidade para 60 mil pessoas, melhor acomodadas nas suas cadeiras. Os bancos de cimento do Olímpico davam lugar a assentos individualizados e confortáveis.
O motivo da transferência foi a perspectiva, levantada pelo presidente da época, Paulo Odone, de que a Arena poderia receber jogos da Copa do Mundo de 2014, pois o Beira-Rio encontrava-se com as obras atrasadas. O espírito Grenal falou mais alto, vencer o Inter nesta disputa foi mais importante que verificar as cláusulas do contrato, que trazia sérios prejuízos ao clube.
Após a inauguração começou a realidade, com o Grêmio pagando para seu sócios ocuparem o novo estádio, ficando as arrecadações com empresa que foi criada para administrar o local.
Quando Fábio Koff assumiu a presidência em 2013, as questões envolvendo a parceria Grêmio/OAS passaram a ser questionadas, com levantamento de todos os contratos assinados, enquanto que a área do Olímpico ficava aguardando a resolução das questões legais da negociação.
A implosão total foi adiada diversas vezes, sendo destruídos alguns setores, restando a visão de um estádio abandonado, com uma área que aguarda para ser reaproveitada, o que seria feito pela OAS, assim como seriam construídos empreendimentos nas proximidades da Arena.
A descoberta de que a OAS estaria envolvida em esquemas de corrupção, acabando decretando falência, o que facilitou a aquisição definitiva da Arena pelo Grêmio, com novos contratos, outras negociações, que, aparentemente são mais vantajosas para o clube.
Agora a Arena é do Grêmio com pagamentos ao longo de décadas para assumir as dívidas que a OAS havia assumido, garantindo aos gremistas desfrutarem do novo estádio, enquanto esperam pela demolição definitiva do Estádio Olímpico, que continua lá, como se fosse Imortal.

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