Quinta-Feira, 30 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Janeiro começou com excesso de chuvas, causando muitos prejuízos a diversos municípios gaúchos, numa onda de estragos atingindo casas, prédios comerciais e indústrias, gerando perdas a todos.
Mas porque as ruas estão alagadas? Primeiro pelo excesso de chuvas, depois vem a malha viária asfaltada que não permite que haja a absorvição pelo solo, o sistema de esgoto que fica entupido com o lixo deixado nas ruas pela população.
Ainda podemos entender que toda a estrutura de ruas foi planejada para um fluxo menor de veículos, o que ocasiona deformações nas vias, além do recapeamento asfaltíco, muitas vezes, cobrir as entradas das águas da chuva, subindo para as calçadas e invadindo as residências.
Outra realidade são as construções em locais inadequados, bloqueando o fluxo natural das águas em morros e encostas, aterros mal feitos, cobrindo antigos terrenos alagadiços, alterando todo o sistema natural de uma região.
Não podemos esquecer também das obras de aterramento de grandes áreas, ocupando antigos leitos de rios e riachos, alterando a rota original do fluxo das águas, de uma forma inadequada.
A soma de tudo isto altera o regime de chuvas de uma região, sem deixarmos de lado todo o desmatamento e o plantio de árvores inadequadas para o tipo de solo existente, ou o cultivo do arroz, que alaga locais mudando o perfil de uma área, desviando os leitos dos rios.
Em resumo a culpa não é só de São Pedro, cada um de nós, seres humanos tem uma parcela de culpa pela alteração climática, em especial pelas chuvas e trovoadas que invadem nossas cidades.

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