Quinta-Feira, 30 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Aumentos diferenciados

Neste final de ano serão encaminhados, para a Assembleia Legislativa, projetos com propostas de aumentos aos servidores públicos do Judiciário e do Legislativo, visando à reposição da inflação, com índices em torno de 8% de aumento aos funcionários de diversos órgãos destes poderes.

Enquanto o governador discursa contra a concessão de aumentos ao poder Executivo, dizendo não haver disponibilidade financeira, já concedeu aumentos significativos para outras categorias dos demais poderes, inclusive no próprio salário e dos secretários, logo que assumiu o Governo.

Parece que o Judiciário e o Legislativo vivem num outro Estado, não no Rio Grande do Sul, pois o drama mensal dos servidores do Executivo em trabalhar sem perspectiva de receber em dia, não atinge quem trabalha nestes outros órgãos do Estado, que vivem em outra realidade, com salários e vantagens em valores muito mais significativos do que os pagos aos ligados ao Executivo.

O Executivo não descumpre nenhuma decisão judicial favorável aos integrantes dos poderes Judiciário e Legislativo, porém desconsidera aquelas que determinam o pagamento integral dos salários no último dia útil de cada mês aos integrantes do Executivo, sem contar os aumentos retroativos, não pagos, os quais viram precatórios com pagamento em tempo incerto.

Seguimos observando o uso do dinheiro público, que é gasto sem critérios, beneficiando alguns e prejudicando muitos, inclusive com reflexos na população de diversos municípios gaúchos, com o não pagamento de verbas destinadas à saúde e educação.

Assim para poucos as coisas são ilegais e inconstitucionais, sendo que para maioria é real e acontece a cada final de mês quando os contracheques não são honrados, determinando um abismo de distância entre os menores salários e os maiores.

A fonte dos recursos é uma só: impostos pagos pela população, sendo que a determinação das prioridades cabe ao detentor do cargo máximo do Rio Grande do Sul, que parece ter priorizado manter privilégios de castas superiores em detrimento da maioria dos que se dedicam a fazer funcionar a máquina pública.

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