Domingo, 19 de Novembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Protestos de criminosos

A recente onda de protestos que tomou conta de Porto Alegre foi originada pela inconformidade dos criminosos com a atuação da polícia, que prendeu quem cometeu crimes, simplesmente no cumprimento de sua obrigação constitucional.

Os criminosos mostraram com suas ações que estão indignados com a prisão de comparsas, revoltados pela morte de um delinquente que trocou tiros com a Brigada Militar e com o fato de saírem de circulação os traficantes, ladrões e assaltantes.

A situação é, no mínimo, estranha, pois para demonstrar a revolta resolveram queimar ônibus e lotações, retirando da população o direito de ir e vir, prejudicando os trabalhadores e afetando a vida das pessoas honestas.

A população sente-se insegura pela falta de policiais nas ruas, pelos cortes no orçamento da segurança pública, na não contratação de novos policiais e desmobilização da atividade policial, decorrendo numa crescente onda de violência.

Em alguns lugares, esta insegurança também gera protestos, legítimos e devidamente ordeiros, enquanto, em paradoxo, os criminosos também protestam contra o funcionamento do sistema de segurança, ou seja, a polícia consegue mesmo defasada em efetivos e na sua estrutura, cumprir seu trabalho de combater o crime.

A ação criminosa é descabida, pois destruir patrimônio público não vai mudar a maneira de a Brigada Militar atuar e sua atuação correta, com ente do Estado, em retirar da sociedade as pessoas que não aceitam o cumprimento das leis.

Enquanto a ação policial estiver baseada no cumprimento dos ditames legais, nada poderá cessar o trabalho correto da Brigada Militar, apenas surgirão novas diligências e operações visando prender aqueles criminosos que organizaram e atuaram na destruição do patrimônio público.

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