Segunda-Feira, 25 de Setembro de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Natal solidário

Todo ano temos a mesma ideia, juntar tudo que não nos serve mais e distribuir para os menos favorecidos, somos levados pelo espírito de solidariedade que invade o mundo nesta época do ano, quando parece descobrirmos que existem outras pessoas precisando da gente.

As mesmas programações de televisão, o mesmo especial do Roberto Carlos, os mesmos filmes sobre Papai Noel, os presentes nas árvores, luzes nas casas, enfim a repetição de nossa felicidade em saber que vamos reunir a família e trocar presentes, realizar o amigo secreto nos empregos ou nos lares.

Mas este ano está diferente, apesar de tantas semelhanças, estamos com um processo de impedimento de nossa Presidente e a cassação de nosso Presidente da Câmara em andamento, ao mesmo tempo, numa inédita situação de falência das representações políticas eleitas a pouco mais de um ano.

A inflação superando os dois dígitos também é uma novidade, com uma recessão de compras e aumento do desemprego, com diminuição do poder aquisitivo da população, causando um final de ano estranho, sem falar no 13º emprestado pelo governo estadual.

Somos persistentes e continuaremos a luta pela solidariedade, apesar de não percebemos este espírito em muitas pessoas, as quais com sua ganância acumulam riqueza, enquanto políticos tratam as coisas públicas como sendo propriedade privada.

Outro aspecto importante é que somente em algumas datas especiais parte da população é tomada por esta consciência de ajudar ao outro, deixando de lado vaidades e interesses pessoais.
É possível pensar que nem tudo está perdido quando vemos a mobilização das pessoas para distribuir brinquedos para crianças carentes, roupas para idosos, presentes para moradores de ruas e tantas outras ações em defesa dos desamparados que vemos surgir no Natal.

2016 aproxima-se tendo a possiblidade de ser um ano melhor do que 2015. Basta não ter tantos escândalos por corrupção, diminuição nas mortes no trânsito e nas disputas por pontos de tráfico, ausência de tragédias como a de Mariana, uma real queda dos juros, com menos sonegação e mais fiscalização contra os desvios do dinheiro público.

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