Domingo, 28 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Crianças fardadas

A polêmica levantada por um advogado de São Paulo, o qual defende que a foto de uma criança fardada, usando alguns objetos do trabalho policial, caracteriza violação do Estatuto da Criança e do Adolescente, expõe uma visão equivocada e que desvaloriza o trabalho policial.

Não me parece que crianças fardadas sejam expostas a condições vexatórias por ostentarem o uniforme que seus pais utilizam no cotidiano para trabalharem, na proteção da sociedade, mas uma maneira de valorizar o trabalho policial de protetores dos direitos de todos os cidadãos.

Desde a antiguidade foi tradição os filhos usarem as vestes das profissões dos pais, numa maneira de perpetuarem a atividade desenvolvida por seus ancestrais, sendo comum as brincadeiras envolverem as profissões que as crianças um dia desempenharão quando adultas.

A fantasia infantil passa pelo imaginar atividades que os adultos desempenhem, além de simularem muitas situações que vivenciam ou a que são expostas por filmes e desenhos, imitando muitas vezes super-heróis e seus ídolos adultos.

Os pais são os primeiros ídolos e exemplos das crianças, quando passam a imitar todos os movimentos e aprendem a falar as primeiras palavras, de forma natural, passando depois pela atividade escolar, onde são estimuladas a desenvolverem outras habilidades.

O orgulho dos pais ao verem seus filhos com suas fardas, em tamanho de miniatura, é uma sensação única, enquanto as crianças sentem-se felizes vendo sua semelhança com seus ídolos, a alegria é contagiante.

O trabalho preventivo das policias militares passa pelos projetos sociais que envolvem as crianças, as quais tem oportunidade de conhecer a atividade policial pelo prisma da instituição, aprendendo noções de cidadania e disciplina, abrindo novas perspectivas para crianças em vulnerabilidade social.

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