Terça-Feira, 28 de Março de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Competências e incompetências

Neste mês de março o país passa por uma ebulição política, somos bombardeados por informações de todas matizes, com as inúmeras versões sobre os fatos que acontecem em Brasília, onde está o centro do poder político e em Curitiba, que virou o centro jurídico do país para esclarecer os desvios dentro da Petrobrás, através da Operação Lava-Jato, que acabou envolvendo inúmeros políticos, inclusive o ex-presidente Lula.

Tivemos vários acontecimentos, o primeiro no início do mês, quando houve a condução coercitiva de Lula para prestar esclarecimentos. Após o depoimento houve uma entrevista coletiva em que o ex-presidente colocou em dúvida todo o procedimento jurídico.

No domingo, dia 13 de março, milhões de pessoas foram às ruas protestar contra o governo Dilma, enquanto alguns milhares saíram em defesa da presidente, numa demonstração de maturidade democrática do país.

Depois destes primeiros fatos começou a cogitação do ex-presidente Lula assumir um ministério do governo Dilma, os descontentes com o governo entenderam que era uma forma de fugir da investigação da Lava-Jato, além de uma estratégia para tentar bloquear o impeachment de Dilma.
De outro lado as justificativas dos governistas defendiam que Lula no governo ajudaria, através de sua liderança e capacidade de articulação, a mudar o cenário político e econômico, trazendo para apoio ao governo as principais siglas partidárias e lideranças.

Na quarta, após a notícia de que Lula assumiria como ministro da Casa Civil, foram divulgados os áudios, autorizados pela Justiça, das conversas entre o ex-presidente e diversos integrantes do governo, inclusive a presidente Dilma, sugerindo que a manobra tinha por objetivo blindar Lula em foro privilegiado, visando protegê-lo da Operação Lava-Jato.

Na quinta, dia 17, Lula foi empossado no Ministério, era o clímax de uma articulação para livrá-lo da investigação do juiz Sérgio Moro, porém de duração efêmera, pois uma liminar que tornava nulo o ato de posse.

Agora estão em discussão as competências jurídicas, enquanto vemos inúmeras incompetências administrativas na esfera política do Brasil.

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