Terça-Feira, 25 de Abril de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Crateras urbanas
Transitar pelas cidades da Região Metropolitana tornou-se um ato perigoso devido ao surgimento de verdadeiras crateras nas ruas e estradas dos municípios, somando-se aos problemas na malha viária estadual e federal.

As administrações municipais são responsáveis pela manutenção do sistema viário urbano, enquanto o Estado e a União tem responsabilidade sobre as rodovias que cruzam e interligam as cidades.

As obras de conservação tem se mostrado ineficientes, seja pela má qualidade dos materiais empregados ou por contratação de empresas que não prestam bons serviços, pois muitos remendos asfálticos já soltam nas primeiras chuvas após sua conclusão.

Ocorrerem desníveis nas emendas entre os corredores de ônibus, de concreto, e as pistas dos demais veículos, de asfalto, é outro problema que os motoristas enfrentam em nossas ruas. Além das muitas rodovias que, há anos, estão em obras e ficam sem conservação, o que aumenta o número dos estragos nos veículos.

Os problemas decorrentes de ruas e estradas esburacadas reflete-se em estragos nas suspensões, rodas e pneus, podendo os prejudicados acionar judicialmente os entes públicos pelos prejuízos sofridos. Quem sabe com uma avalanche de ações judiciais haja mudanças no cenário de nossas ruas e estradas.

Por enquanto temos que circular tentando desviar das armadilhas que surgem em nossos itinerários, armadas pelos responsáveis por garantir a segurança em nossas vias, pois pagamos elevado numero de impostos destinados para este fim, sem o devido retorno para a população.
Sem esquecer os inúmeros acidentes causados pela existência de problemas nas pistas, sem sinalização adequada, ceifando vidas e deixando pessoas com sequelas.

Tudo isso poderia ser de outra forma se houvesse preocupação das administrações públicas neste setor tão importante, cujas falhas causam tantos problemas aos usuários do sistema viário metropolitano.

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