Domingo, 28 de Maio de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Compra de votos no impeachment

Nosso sistema político funciona através das relações entre o Executivo e Legislativo, as quais envolvem uma parceria que inicia muito antes da posse dos eleitos, pois começa nas eleições, quando são organizadas as bases de apoio para os candidatos aos cargos do Executivo.
Depois de passadas as eleições, com a posse dos mandatários do país, estados e municípios, outras alianças são formadas, visando obter a maioria nas casas legislativas, facilitando assim a aprovação de leis do interesse dos governantes.

A distribuição de cargos, nos diversos escalões do poder Executivo, faz parte do pacote para governar, quando para acomodar os aliados são realizadas manobras visando dar função pública ao maior número de apoiadores.

Este processo acontece em todas as esferas do poder, inclusive com ações cruzadas entre os diversos entes, facilitando o encaixe de vários apadrinhados dos detentores de cargos eletivos, sendo comuns as indicações para cargos vitalícios, com aposentadorias especiais, somente pelo apoio durante as gestões dos governantes.

Já tivemos exemplos de conchavos e acertos, com denúncias de compra de votos, em alguns momentos da política nacional, que modificaram as legislações para atender interesses dos governantes, exemplo disso é o dispositivo da reeleição para cargos do Executivo.

Não podemos esquecer as emendas parlamentares, envolvendo liberação de verbas significativas para os políticos realizarem obras em seus nichos eleitorais, numa prática utilizada sem pudores pelos governos.

Agora com o processo de impeachment da presidente Dilma, tudo isso vem à tona, com notícias de promessas de cargos na administração federal, liberação de dinheiro para emendas parlamentares e até mesmo pagamento de cifras milionárias para que deputados votem contra o processo ou para que se ausentem da sessão de votação.

De outro lado, os opositores prometem as mesmas coisas caso venham a assumir o poder, numa futura administração do governo federal, ou seja, o que move tudo são os privilégios do poder, independente de quem esteja governando o país.

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