Quarta-Feira, 26 de Julho de 2017 |

Colunista


Falando de Segurança


Paulo Franquilin


franquilin.pc@gmail.com


Escolas ocupadas

A ocupação das escolas por alunos devido às condições precárias das estruturas físicas dos estabelecimentos de ensino e falta de professores. Os alunos alegam que levaram suas pautas para as direções, as quais alegaram falta de repasse de recursos para a manutenção dos prédios e a não contratação de novos professores para poderem atender as demandas das escolas.

O governo alega que houve queda na arrecadação e crise na economia estadual o que dificulta os repasses e impede a contratação de novos professores, tendo de parcelar salários e pedir apoio para cortar as despesas na área da educação.

Os pais continuam enviando seus filhos para as escolas esperando que haja condições mínimas de funcionamento e professores para todas as disciplinas, no entanto o que encontram são escolas com diversos problemas estruturais e várias turmas sem professores.

A ocupação das escolas não soluciona os problemas, mas chama a atenção da mídia para os graves problemas da educação, enquanto ocorre uma greve dos educadores para buscar que recebam salários integrais ao final de cada mês, aumento salarial para alcançar o piso nacional e verbas para manutenção das escolas e outras despesas cotidianas que necessitam recursos das administrações estadual e federal.

Os valores para as obras de manutenção e reforma das escolas são variados, dependem das condições de cada estabelecimento, passam pelo apoio das comunidades, que muitas vezes, investem nas suas escolas, havendo casos de novas obras que ficaram incompletas pela alegada falta de recursos públicos.

As prioridades de cada governo variam conforme os interesses dos governantes, enquanto as populações seguem necessitando, basicamente, de educação, saúde e segurança pública, itens que sempre são lembrados a cada novo pleito eleitoral, mas que na prática, parecem esquecidos quando ocorre a diplomação dos eleitos.

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