Tera-Feira, 06 de Junho de 2023 |

Colunista


Política e Saúde


Darci Barth



Rosseto, do SIMA, quer o servidor público valorizado

Rodinei Rosseto é presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Alvorada (SIMA), é formado em Geografia e diretor de Formação da Federação Sindicatos Servidores Municipais Estado do Rio Grande do Sul (Fesismers). Também é diretor de Formação da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) e diretor da União Geral dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (UGT-RS). Em breve relato, ele apontou os problemas que provocam a precariedade do serviço público, só que não é maior devido à ação dedicada e comprometida dos Servidores.

SUBMISSÃO AO PODER EXECUTIVO - Rodinei Rosseto atribui as distorções que prejudicam um atendimento de melhor qualidade às mazelas políticas e à submissão do sistema político ao governo municipal de Alvorada. Diferente do que deveria ser, a Câmara Municipal não age com a devida independência e nem atua como fiscal da população. No parlamento, as vozes dos vereadores deveriam levantar-se em favor das demandas do povo, o que não acontece na atualidade.

GUERREIROS NA PANDEMIA - Rosseto destaca o despreendimento dos servidores públicos durante a pandemia do novo coronavírus quando o empenho desse segmento da categoria mobilizou o sistema de saúde em favor da vida dos alvoradenses. O SIMA inclusive chegou a fornecer alimentação para os servidores da saúde, da segurança e da administração, que sustentaram o bom nome que construimos nos 57 anos de vida de Alvorada.

RESPEITO E CONDIÇÕES DE TRABALHO - Falta à administração pública local um olhar mais fraterno para a diversificada categoria dos servidores públicos da cidade, para tratar o trabalhador com respeito, como ele merece, a partir de condições adequadas de trabalho e valorização salarial real, ao invés do pagamento de Função Gratificada. Esse penduricalho gera submissão e faz com que o servidor deixe de reclamar da precariedade do ambiente de trabalho, em troca de um vencimento de caráter temporário e que não reflete na aposentadoria.

FIM DO ABONO DE PERMANÊNCIA - Lamentavelmente, foi o caso da votação que extinguiu com o Abono de Permanência, um reembolso da contribuição previdenciária, devido ao servidor público em regime contratual estatutário que esteja em condição de aposentar-se, mas que optou por continuar em atividade. A maioria dos vereadores cederam à pressão do governo e deram fim a um direito histórico dos trabalhadores, num verdadeiro retrocesso. Na mesma noite, os vereadores criaram diversos cargos em comissão, honerando em mais R$ 700 mil/ano os cofres da prefeitura, outra vez com o corte de direitos dos servidores.

JUSTIÇA PARA TODOS - Por isso, nessa negociação salarial estamos cobrando justiça para todos os servidores. O baixo investimento em educação infantil é um tema recorrente. A administração chegou a promover uma gastança de R$ 7 milhões em mobiliário, que ficou estocado em muitas dependências do governo, tal era a quantidade comprada. A comunidade agradeceria se esse recurso fosse aplicado na reforma das escolas e no plano de carreira dos trabalhadores do setor, valorizando Supervisores e Orientadores e Secretários de Escola, por exemplo, que não foram contemplados no projeto do governo encaminhado para a Câmara Municipal.

SAÚDE DOENTE - O baixo investimento e a decorrente precariedade na prestação dos serviços só não é maior porque os servidores estão alí para atender a população com o cuidado que falta para o governo municipal. A saúde pública tornou-se um comitê eleitoral, como se fosse uma subprefeitura, com aberrações que chamaram a atenção da mídia, que mostrou à sociedade gaúcha o desprezo oficial com um dos setores mais importantes para o povo local. Terceirização, falta de concurso público e a falta de médicos nas unidades de saúde são sintomas de um setor adoecido.

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