Domingo, 23 de Abril de 2017 |

Colunista


Tradição e Cultura


Valdemar Engroff


gaucho.valdemar@pop.com.br


A EXTINÇÃO DO IGTF
O IGTF – Fundação Instituito Gaúcho de Tradição e folclore, foi criado no último ano do Governador Euclides Triches, via Decreto nº 23.613, em 27 de dezembro 1974. A sua finalidade: atuar na pesquisa e divulgação da cultura popular sulriograndense e entra as suas finalidades destacamos o estudo do folclore, da cultura e da história do nosso Estado.

Mas como escreve Léo Ribeiro em seu sítio www.blogdoleoribeiro.blogspot.com, “Devemos lamentar por pessoas que realmente labutaram por esta instituição e cito como exemplo Hélio Moro Mariante, Lilian Argentina, Paixão Côrtes e Edson Oto. Contudo, sabe-se bem que o IGTF, há bastante tempo, tornou-se um cabide de empregos dos partidos que governam o Estado (no momento tem 2 funcionários concursados e 7 CCs) e um rodízio de amigos na administração. Poucas vezes foram posicionadas na diretoria deste órgão pessoas técnicas realmente preocupadas em pesquisa e preservação de nossos costumes. E o pior é que, com toda esta disponibilidade de pessoal, o Instituto tornou-se inoperante”.

Esta semana, o IGTF e mais algumas fundações estaduais foram extintas e a minha preocupação agora é com o destino do seu acervo, entre os quais o Museu Regional do Som, feito via doações de discos, fitas k7 e de vídeo por tradicionalistas de todo o nosso Estado.

PAPAI NOEL DE BOMBACHAS?
Para muitas pessoas, dentre as quais eu me incluo, e com todo o respeito para com quem pensa diferente, a figura do Papai Noel, da forma como está, não precisaria existir. De bombachas, guaiaca, lenço e chapéu, então, como querem fazer por aí em alguns Natais Gaúchos, pior ainda.
Na Argentina já existe um movimento para “destronar” o bom velhinho, tudo em face de que o bonachão de vermelho tornou-se mais conhecido do que o próprio menino Jesus, que deveria ser a figura central do natal.

E aí é que está o perigo. O mercantilismo e o comércio superaram o espírito que deveria predominar em 25 de dezembro. O dia de alegria, de reflexão, de fraternidade, deu lugar á troca de presentes.
Mas voltemos ao Papai Noel de bombachas. Temos que vivenciar o natal de acordo com nossas tradições cristãs e familiares, cultuando o presépio, os cânticos, as orações e a real representatividade que a data significa. Nada mais, além disto.

No entanto, admitindo e respeitando a figura do Papai Noel, devemos entender que ele não é “cria” nossa, não pertence ao nosso clima, região e cultura. Agauchar o Papai Noel é colocar nossos costumes num corpo alheio, estranho. Estaríamos desmistificando um personagem que, embora universal, foi criado a partir de seu ambiente e com seus propósitos.

Com simplicidade, esperança e união, façamos desta data o que ela requer. Na humildade de uma manjedoura, na riqueza da presença de amigos e familiares. A fonte deste chasque, de autoria de Léo Ribeiro de Souza, publicado no seu sítio Blog do Léo Ribeiro. Abra as porteiras clicando em www.blogdoleoribeirodesouza.blogspot.com.

DÊ UM DESCONTO PARA 2016
Estamos na cancha reta da vida, vislumbrando a curva do tempo e estamos a rever o que fizemos em 2016 e o que deixamos de fazer. Vamos a passos largos para os festejos natalinos, nos despedir de 2016 e dar as boas vindas para 2017. Que continuemos com os nossos propósitos tradicionalistas, levando ao pé da letra o legado deixado pelos nossos antepassados, em especial o que está registrado na nossa Carta de Princípios do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

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