Domingo, 09 de Agosto de 2020 |

Colunista


Tradição e Cultura


Valdemar Engroff


gaucho.valdemar@pop.com.br


MTG lança Desafio Música Gaúcha

O Movimento Tradicionalista Gaúcho lançou, na tarde de segunda-feira, 28 de janeiro, o Desafio Música Gaúcha. O objetivo é promover a música de raiz do Rio Grande, integrando o projeto que a entidade realiza em parceria com músicos, entidades tradicionalistas e demais protagonistas do tradicionalismo gaúcho.

O lançamento aconteceu por meio de sua página no Facebook e também do jornal oficial da entidade, o Eco da Tradição. A campanha convida o internauta a postar, na mídia social de sua preferência, sua música regional tradicionalista preferida, com a hashtag #DesafioMusicaGaucha.

Em sua página no Facebook o MTG começou a campanha com a música “Tempos de Praça”, de Telmo de Lima Freitas, que foi escolhida música tema no Congresso Tradicionalista, realizado em janeiro na cidade de São Borja.

Segundo o presidente da entidade, Nairo Callegaro, o MTG é incansável na defesa da música gaúcha. Chasque de Sandra Veroneze, da Assessoria de Imprensa do Movimento Tradicionalista Gaúcho.

Gaita! Não tem música sem ela (3)

Desde pitoco, sabia que a gaita era o caminho! Estudioso de música e nome consagrado, levando sua gaita pelo Brasil e em festivais na América do Sul, Luiz Carlos Borges ganhou sua primeira gaita ainda pequeno, aos cinco anos, do pai, Vergilino:

– Durante duas semanas, teve muita paciência, me mostrando uma vanera bem simples, que hoje eu chamo de “vanera do meu pai”, com uma gaitinha de botão, a mesma que o Renato (Borghetti) tocava no começo de sua carreira. Bebi daquela cachaça que é a gaita e nunca mais larguei – relembra o músico.

Borges tem um carinho extremo pelo instrumento que lhe trouxe fama e lhe deu a oportunidade de ganhar o mundo com sua música: – Hoje, eu vejo a gaita gaúcha como um símbolo, abaixo um pouco de churrasco e chimarrão. Mas não é possível falar em música gaúcha sem falar em gaita.

Dá para acreditar que a gaita já esteve “fora de moda”? Borges comenta que, durante os anos 1960, época do estouro na Jovem Guarda no Brasil, passou por poucas e boas no Rio Grande do Sul, por conta da paixão pelo instrumento e pela música nativista:

– Hoje, não só vivo da gaita, mas sou um defensor deste instrumento, para que não desapareça. Naquela época, para ser o moderninho da época, tinha que ouvir, inclusive aqui no Rio Grande do Sul, Roberto Carlos, Erasmo (Carlos) e Wanderléa, aquela turma da Jovem Guarda. Com gaita, nem namorada arrumava.

Nesta época, como lembra Borges e corrobora o especialista Terson Praxedes, pesquisador do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), por incrível que possa parecer, a gaita teve seu momento de baixa no Estado. No final dos anos 1970 e começo dos anos 1980, com a força de festivais como a Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana, ela voltou ao posto de rainha da música gaúcha. – O público jovem voltou a se interessar pelo instrumento – atesta Terson.

Fonte! Este chasque está publicado no blog Escuta Esta, do Diário Gaúcho, no dia 19 de julho de 2014, por José Augusto Barros. Continua....

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