Sbado, 15 de Agosto de 2020 |

Colunista


Tradição e Cultura


Valdemar Engroff


gaucho.valdemar@pop.com.br


Como Surgiu o Dia da Mentira

Existem muitas explicações sobre a origem do Dia da Mentira, mas a história mais conhecida remonta ao século XVI. Na época, a chegada do Ano Novo era comemorada durante uma semana, do dia 25 de março ao dia 1º de abril.

Contudo, em 1564, o rei da França Carlos IX instituiu um novo calendário, que ficou conhecido como calendário gregoriano. A partir desse momento o Ano Novo passou a ser celebrado no dia 1º de janeiro. Mas, muitas pessoas demoraram para se acostumar com a mudança e continuaram a comemorar a data no começo de abril.

Aqueles que sabiam que o calendário havia mudado passaram a zombar dos que resistiam à troca da data, com todo tipo de brincadeira. Chamados de “bobos de abril”, costumavam receber convites falsos para festas de Ano Novo e presentes inusitados no dia 1ª de abril.

Da França, a mania de pregar peças neste dia percorreu o mundo todo e dura até hoje. No Brasil, um dos casos mais famosos aconteceu em 1848. Um jornal chamado sugestivamente de A Mentira noticiou o falecimento do então imperador do Brasil Dom Pedro II. O periódico teve que desmentir o fato dois dias depois da publicação, alegando que era apenas uma brincadeira do dia 1º de abril. Na verdade, Dom Pedro II só morreu em 1891, na França.

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado no 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez a 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Entre a população teutófona do Sul do Brasil, onde a vasta maioria fala o dialeto alemão-riograndense (Riograndenser Hunsrückisch), o primeiro de abril se chama der Aprilscherz (a pegadinha de abril), sendo a vítima chamada de der Narr no masculino e die Narrin no feminino, aplicando-se frequentemente os vulgos termos der Dappes e der Dummkopp (o bobão). Na Alemanha o primeiro de abril como Aprilschertz primeiramente foi registrado na Baviera em 1618, sendo que essa popular tradição germânica certamente foi introduzida pelas primeiras levas de imigrantes alemães que se assentaram permanentemente no Rio Grande do Sul a partir de 1824. Segundo a tradição, além de contar mentiras, existe o costume de se enviar uma pessoa desavisada a cumprir tarefas sem fundamento ou levar informações sem nexo para outrem. Fonte! Este é um chasque do Léo Ribeiro de Souza, publicado em seu galpão virtual, o Blog do Léo Ribeiro, em 01 de abril de 2020. Abra as porteiras clicando em www.blogdoleoribeiro.blogspot.com.

Corona Vírus! E a pandemia continua...

Quem diria que tivéssemos a preocupação com a atual pandemia, algo nos dias atuais nunca visto pelas gerações mais recentes, a ponto de isolar a gauchada nas suas casas, fechar os bolichos, as escolas, o transporte, as fronteiras entre as nações, os galpões dos CTGs, enfim, parou tudo, fazendo com que estejamos tomados pelo pânico, pois ainda não existe a cura.

Algo parecido tivemos no ano de 1918, com a gripe espanhola, que vitimou em torno de 20 milhões de pessoas em todo o mundo, onde, de forma similar, foram adotadas medidas de isolamento, sem aglomerações, fechamento de escolas, cinemas e bailes.

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