Sbado, 26 de Novembro de 2022 |

Colunista


Tradição e Cultura


Valdemar Engroff


gaucho.valdemar@pop.com.br


CTG SENTINELAS DO PAGO

Vimos nas mídias sociais do CTG Sentinelas do Pago, a construção de uma calçada na parte externa do seu galpão de eventos. E este calçamento teve ônus financeiro e vai ser pago pela entidade. E pensando nisso, o CTG promoverá no dia 11 de fevereiro, o “jantar campeiro em prol do calçamento”, tendo no cardápio, galeto, arroz e saladas – maionese e verdes, ao preço individual de R$ 25,00. Crianças de 8 a 12 anos pagam R$ 15,00. As reservas podem ser feitas pelos fones waths (51) 984.311.358 e/ou 984.357.113. O CTG aceita cartões no pagamento e também pix (ctgsentinelasdopago@outlook.com). O CTG fica na Rua Porto Alegre, 216, no bairro Maria Regina.

TEMPOS DE SECA!

No Brasil e principalmente no Nordeste é covardia falar desse tema que faz aquela gente sofrer desde o descobrimento, mas neste milênio o Rio Grande do Sul já foi abatido por duas grandes secas, em 2005 há 17 anos e outra em 2014 há 8 anos, e agora outra nos promete assolar o pago, como fora a última do milênio passado em 1994, o que prova que o clima é cíclico e não perdoa.
Eu me criei na fronteira oeste vendo os campeiros se queixarem das secas, lembro da história que o amigo estancieiro do Touro Passo – Adolfo Martins de Menezes Neto, da Estância Cinco Palmas, fundada pelo seu Bisavô – Adolfo Martins de Menezes, (que foi o primeiro intendente de Uruguaiana e primeiro agrônomo do Brasil), que na deca de 40 teve uma seca das brabas, tanto que ele guri, teve que ajudar a tropear e pastorear o gado nos corredores perto dos rios, por semanas, porque o pasto das estâncias desapareceram, os campos tinham ficado rapados e a fome bateu nos animais que perderam peso e boa parte morreram de fome e de sede.

Daí me chama atenção, que as nossas autoridades políticas de ontem e de hoje aqui no Estado, fazem sempre a mesma coisa nas catástrofes, saem em disparada para visitar os lugares abatidos e lá, fazem discursos inflamados, dão entrevistas, declaram calamidade pública, como se isso fosse resolver o problema, quando sabiam que o infortúnio estava por vir!

No passado só os campeiros muito sábios previam as calamidades pela movimentação da natureza, que anuncia de um ano para o outro a crise, hoje a tecnologia prevê em até cinco anos antes do caos e os nossos “sábios” políticos, empurram com a barriga as coisas para o próximo mandatário, esquivando-se dos problemas.

Então cabe a pergunta: Se temos a experiência do milênio passado, as experiências de secas deste milênio, o que tanto espera o Palácio Piratini para mandar o Secretário da Agricultura, fazer o diretor do Departamento de Comandos Mecanizados – DCM, (que tem gente especializada, máquinas, verba), desenvolver um projeto de construção de poços artesianos, açudes, barragens por todo o Estado), em consórcio com os produtores que precisam, gerando assim reserva hídrica para quando vier a seca, ter a solução que o campo tanto precisa na hora?

As crises só acontecem por algum motivo e as do meio ambiente, porque a humanidade vem tratando tão mal este planeta, que ele de vez em quando, para respirar nos mete vento, chuva e sol em demasia, como forma de pedido de socorro!

Para pensar: Se o prejuízo material e financeiro das secas, não motivam as autoridades pra que se antecipem aos problemas, indago: Pra que governos, pra que políticos? Fonte! Este é um chasque de fundamento de Dorotéo Fagundes.

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