Quinta-Feira, 22 de Junho de 2017 |

Colunista


Tradição e Cultura


Valdemar Engroff


gaucho.valdemar@pop.com.br


PARABÉNS AO TRADICIONALISMO DE ALVORADA
Nunca vi tanta gente pilchada num fandango, num calorão em pleno mês de janeiro, como vi no CTG Amaranto Pereira no dia 18 de janeiro, cujo evento foi organizado e realizado pela Sulbcoordenadoria do tradicionalismo de Alvorada. Basta ver o álbum com mais de 200 retratos de Ogando Clovis Da Rocha , o retratista oficial do evento..... Sem problemas na portaria por conta de vestimenta inadequada. Um baita avanço na consciência tradicionalista da gauchada de Alvorada e de toda a região que prestigiou o evento. Para ver os retratos, abram as porteiras do Sítio Facebook de Ogando Clovis da Rocha.
CTG SENTINELAS DO PAGO
No dia 07 de fevereiro, no galpão do CTG Sentinelas do Pago, janta macanuda das buenas, tendo no cardápio o tradicional carreteiro, feijão, batata, salada de massas e saladas verdes variadas. Contatos pelo fone 9302-7951. O CTG fica a Rua Porto Alegre, 216, no bairro Maria Regina, em Alvorada.
CTG TRADIÇÃO
A patronagem do CTG Tradição te convida para participares no dia 08 de fevereiro, do jantar campeiro, tendo no cardápio carne de panela, arroz, feijão, polenta e saladas diversas. O CTG fica na Av. Ildo Meneghetti, 360, no bairro Jardim Aparecida.
CTG BENTO GONÇALVES DA SILVA
Bueno! Em termos de recesso nos galpões dos nossos CTGs, existem as exceções. Assim foi no dia 18 de janeiro no CTG Amaranto Pereira e assim será no dia 08 de fevereiro no galpão do CTG Bento Gonçalves da Silva, quando será realizado um grande baile que terá a animação do grupo Eco do Minuano e Bonitinho. Contatos com o Patrão Aldo pelo fone Contatos com o patrão Aldo pelo fone (51) 8048-9837. O CTG fica na Rua Viamão, 1249, no Jardim Esplanada, em Alvorada.
TORNEIO DE LAÇO EM VIAMÃO
A patronagem do CTG Capão da Porteira convida os amantes do laço e das rédeas para participar no dia 09 de fevereiro do grande torneio de laço nas modalidades individual e duplas. Ao meio-dia, suculento churrasco com saladas diversas. As provas da modalidade individual iniciam por volta das 8h30min. Endereço: RS 040, Km 48, me Viamão.
A DIFÍCEL VIDA DE MÚSICO NO RIO GRANDE DO SUL
Acredito que todo o gaúcho que gosta de nossa música, seja ela serrana, fronteiriça, missioneira, litorânea, pampeana, enfim, trabalhos de bom gosto, também tem um carinho todo especial pela Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, o festival pioneiro, basilar, que lançou grandes nomes e, junto a eles, verdadeiros clássicos da musicalidade sulina.
Sendo assim todos vibraram quando, após três anos de paralisia em face de más administrações, falta de incentivo público e privado, e outros motivos, no ano passado a CALIFA, como é carinhosamente tratada, retornou ao antigo Cine Pampa, hoje Teatro Rosalina Pandolfo Lisboa.
Não foi um retorno ao nível dos melhores dias, mas foi bem superior a muitas Califórnias, que já vinham meio tipo tatu faqueado. Por isto, e por seu reingresso como festival-mãe, modelo, ícone de tantos outros, louvou-se os promotores.
Contudo, a notícia que surge agora é de dar melancolia. Muitos artistas que lá concorreram ainda não receberam uma parte da ajuda de custo pois os cheques estão batendo asas...
Ao que parece, foram eleitas prioridades como porteiros, seguranças, etc... e como músico não tem contas a pagar, não tem família, não come, não vai no armazém, são os últimos nesta lista de credores. Isto causa um descrédito muito grande para um festival que tenta retornar.
Ajuda de custo, como o próprio nome diz, é para o artista ir e se manter nos três ou quatro dias do evento. Muitos saem com o dinheiro contado de casa, gastam com combustível, passam a lanches, dormindo em casa de amigos, para chegar no palco e dar seu belo recado a milhares de pessoas ali presentes. ELES, os artistas, são as estrelas do espetáculo.
Aí, recebem em cheque (deveria ser em dinheiro vivo, pois ninguém, na própria cidade, troca tal cheque) e fica orando a Deus para que não aconteça o que está acontecendo com os cheques da Califórnia. Assim é demais.
Realmente, ser músico, escritor, poeta, intérprete, enfim, dedicar-se artisticamente aos costumes da nossa terra, é uma coisa somente para heróis. A arte musical atrai jovens gaúchos, em oficinas, em casa, no repasse de informações, na admiração por seus ídolos. Tudo por amor a nossa cultura. Mas talvez estas pessoas que organizam eventos, shows, espetáculos, festivais e não retribuem monetariamente nossos músicos, prefiram que esta gurizada vá para os caminhos do rap, do sertanejo, do samba. Músico é PROFISSÃO, como outra qualquer. Fonte! Chasque do amigo e irmão Léo Ribeiro de Souza, publicado no Blog do Léo Ribeiro. Abra as porteiras clicando em www.blogodoleioribeiro.blogspot.com.

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